SANTO DOMINGO – Em entrevista ao programa La Ventana de El Inmobiliariono último fim de semana, a advogada imobiliária Arlina Espaillat revelou que é prática comum entre muitos corretores de imóveis baixar contratos de aluguel da internet, o que pode parecer econômico no momento, mas a longo prazo pode acarretar riscos legais por descumprimento da legislação dominicana.
O advogado alertou sobre o uso de contratos de aluguel baixados da internet e as possíveis consequências dessa prática pouco ortodoxa.
Espaillat pediu aos consultores imobiliários que sempre busquem assessoria jurídica que lhes permita manter a segurança legal tanto para proprietários quanto para inquilinos.
“É preciso conhecer cada uma das cláusulas de um contrato, saber o que elas significam, saber o que está faltando naquele documento que você encontrou no Google; saber se ele abrange os aspectos específicos que o cliente solicitou que fossem protegidos”, e acrescentou que é muito importante deixar claro que o contrato não tem lacunas que possam gerar conflitos, principalmente porque não foram redigidos no contexto das leis dominicanas.
Daí a importância de contar com um advogado especializado, afirma ele, já que esses contratos, embora possam parecer soluções rápidas e econômicas, carecem de validade jurídica e podem levar a conflitos entre as partes envolvidas: "Nesse modelo não há segurança jurídica nem certeza da vontade das partes."
O especialista também apelou aos consultores imobiliários para que reforcem o seu profissionalismo através de formação constante, mantendo-se a par das normas, garantindo assim que os contratos sejam claros, justos, cumpram a legislação em vigor, sejam redigidos corretamente e protejam os interesses de todas as partes envolvidas.
Nesta entrevista, Espaillat destaca a importância da assessoria jurídica no setor imobiliário e a necessidade de evitar práticas que possam comprometer a segurança jurídica das transações: “Investir em assessoria jurídica é essencial para proteger os interesses de todas as partes envolvidas e evitar sérios problemas jurídicos no futuro”, concluiu.




