"Estas regulamentações promoverão o desenvolvimento de projetos com apartamentos menores e mais unidades, criando assim uma cidade mais funcional e descentralizada, aproximando os serviços básicos dos cidadãos, o que aumentaria sua produtividade, inovação e desenvolvimento socioeconômico.".
SANTO DOMINGO- Regulamentos restritivos que criam apartamentos grandes, dissociados da realidade do mercado e do poder aquisitivo de muitas famílias, têm limitado o acesso à habitação no Distrito Nacional.
Essa situação tem gerado problemas de trânsito e o deslocamento das gerações mais jovens para a periferia da cidade. Portanto, a Associação Dominicana de Construtores e Incorporadores Imobiliários (ACOPROVI) solicita novas regulamentações e atualizações das já existentes para todos os distritos do Distrito Nacional, a fim de garantir a segurança jurídica dos novos empreendimentos imobiliários, que visam suprir a carência habitacional e proteger o direito do povo dominicano à moradia digna.
Em um comunicado à imprensa, a associação afirma que novas zonas de desenvolvimento alinhadas ao plano de ordenamento territorial do Distrito Nacional são necessárias para garantir uma cidade mais compacta, sustentável e adaptável.
"Isso facilitaria a aquisição de moradia para as novas gerações e casais jovens que desejam morar no Distrito. Essas regulamentações incentivarão o desenvolvimento de projetos com apartamentos menores e mais unidades, criando uma cidade mais funcional e descentralizada, aproximando os serviços básicos dos cidadãos, o que aumentaria sua produtividade, inovação e desenvolvimento socioeconômico", afirma a Associação.
Ele acrescenta que as mudanças resultariam em uma melhor gestão do tráfego rodoviário, "o grande problema dos moradores da capital".
A ACOPROVI se refere à tendência em outros países e cita o caso do Chile, que possui complexos residenciais com acesso à educação, saúde, supermercados e lazer, sem a necessidade de deslocamento para outras urbanizações, iniciativas que geraram a otimização dos espaços urbanos em países da América Latina, criando novos empregos, o surgimento de pequenos empreendedores e uma gestão estratégica da sustentabilidade, além de áreas verdes como centro de recreação e socialização das urbanizações, características que prevalecem em uma cidade sustentável.
“Como associação, zelamos pelo bem-estar do setor habitacional e protegemos o sonho de mais dominicanos, que é o acesso à casa própria. Portanto, entendemos que a implementação de novas regulamentações e a atualização das atuais trarão grandes benefícios para o setor habitacional no distrito”, afirmou Jorge Montalvo, presidente da ACOPROVI.
O comunicado destaca que os jovens de hoje enfrentam limitações para adquirir moradia fora da cidade, e por isso a entidade entende que a existência de normas que promovam a adaptabilidade abrirá caminho para um maior aproveitamento dos espaços para projetos, garantindo assim um enriquecimento dos espaços públicos, alinhado às necessidades atuais dos moradores do Distrito Nacional, o que garantirá uma cidade modelo para o Caribe e reduzirá a realocação das novas gerações para longe do local onde nasceram.
O setor da construção civil argumenta que, para solucionar os problemas atuais do setor, a sinergia público-privada e a participação de todos os setores na divulgação dessas novas normas são vitais, conforme vem sendo promovido pela Prefeitura, com o objetivo de salvaguardar o desenvolvimento saudável da cidade de Santo Domingo.
"Portanto, o compromisso e o envolvimento do setor da construção civil e de outras partes interessadas — juntamente com a Prefeitura do Distrito Nacional — podem gerar novas oportunidades que melhorem a situação atual de aquisição de moradia. Promover uma sociedade mais sustentável é responsabilidade de todos", destaca a ACOPROVI.




