SANTO DOMINGO -O Presidente da República, Luis Abinader, promulgou ontem, 22 de dezembro, a Lei 368-22, sobre Ordenamento Territorial, Uso da Terra e Assentamentos Humanos, uma exigência do artigo 194 da Constituição da República que estava pendente de cumprimento desde 2010.
Em um comunicado à imprensa, o Poder Executivo indicou que esta disposição regulamentar rege o uso da terra e cria as ferramentas legais e administrativas para a formulação de planos de ordenamento territorial nos níveis nacional, regional e municipal, os quais devem ser consistentes com os interesses ambientais, culturais e de desenvolvimento sustentável.
Entre as novas características da lei está a classificação dos terrenos em urbanos, edificáveis e não edificáveis, incluindo nesta última categoria os terrenos ligados a atividades agrícolas ou florestais, protegidos ambiental ou culturalmente, ou que tenham sido objeto de concessão mineira”, afirma o documento.
O texto também afirma que, para harmonizar os diferentes planos de ordenamento territorial, a lei cria um Sistema Nacional de Ordenamento Territorial composto por órgãos, sob a coordenação do Ministério da Economia, Planejamento e Desenvolvimento (MEPyD), em sua qualidade de órgão governante do ordenamento territorial, que lhe foi conferida pela lei recentemente promulgada.
No que diz respeito aos assentamentos humanos, o regulamento estipula que, a partir de agora, estes só poderão ser realizados em terrenos titulados, onde as normas municipais de ordenamento do território o permitam.
A lei prevê ainda um regime sancionatório sob a responsabilidade das administrações municipais, que, entre outros aspetos, pune administrativamente o incumprimento do dever de conservar terrenos classificados como não urbanizáveis.
“Esta lei, que entrará em vigor após sua publicação no Diário Oficial, fortalece os instrumentos de planejamento de políticas públicas e contribui para a sustentabilidade do crescimento econômico em harmonia com o meio ambiente e os recursos naturais”, conclui o comunicado.
A promulgação ocorre poucas horas depois de o consultor jurídico do Poder Executivo, Antoliano Peralta, ter declarado que o processo de revisão da legislação, recentemente aprovada por ambas as casas legislativas, "possivelmente" começaria nesta quinta-feira.




