Canadá, Estados Unidos, México, Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Costa Rica, Panamá, Colômbia, Equador, Peru, Chile e Argentina são os 14 países atravessados pela Rodovia Pan-Americana, que liga o Alasca à Patagônia argentina.
Esta é a estrada mais longa do mundo, uma verdadeira façanha da engenharia que se estende por aproximadamente 48.000 quilômetros, unindo assim quase todos os países do continente americano ao longo da costa do Pacífico.
A estrada é uma das rotas mais famosas e emblemáticas do mundo e divide-se em duas secções: a norte e a sul, com paisagens e condições meteorológicas variadas. Quanto tempo demora esta aventura? É uma questão com muitas variáveis, mas seriam cerca de 236 horas de condução sem paragens.
Sua construção
A construção da Rodovia Pan-Americana começou na década de 1920 e continuou por mais algumas décadas, com diferentes seções e trechos sendo concluídos em momentos distintos.
Não houve um único evento que marcasse sua conclusão, pois trata-se mais de uma rede de rodovias que conecta diferentes países da América do Norte e do Sul. A ideia de uma rodovia que ligasse todo o continente americano remonta ao início do século XX, mas sua construção e desenvolvimento foram graduais.
Um pouco de história
Segundo o jornal argentino Infobae, suas origens remontam ao México, especificamente à década de 1930. Foi durante o governo do General Lázaro Cárdenas que, após 10 anos de obras, foi inaugurado o primeiro trecho do que mais tarde seria chamado de Rodovia Pan-Americana. Com um investimento de 65 milhões de pesos na época, foi construída uma rodovia que ligava o Rio Grande, em Nuevo Laredo, Tamaulipas, ao que hoje é a Cidade do México.
No entanto, não havia evidências dessa obra até 2022, quando o Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) encontrou dois trechos da antiga estrada durante as obras de reorganização do Centro de Transferência Modal (Cetram), em Indios Verdes, ao norte da Cidade do México.
A seção descoberta mede aproximadamente 40 metros de comprimento; trata-se de uma área pavimentada feita de rocha balística.
Segundo o arqueólogo responsável pela escavação, Miguel Ángel Luna Muñoz, a estrada foi construída com pedra balística e coberta com cascalho preto, sendo posteriormente colocada uma camada de asfalto com 6 milímetros de espessura.
Esses fragmentos de estrada são os únicos que restam daquele complexo projeto inaugurado em 1º de julho de 1936, que marcou oficialmente o início do tráfego de veículos do norte do país para o centro do México, afirmou um comunicado do INAH.
A história dessa rodovia remonta a 1923, com a Quinta Conferência Internacional dos Estados Americanos; no entanto, foi entre as décadas de 1940 e 1950 que seu financiamento pelo governo dos Estados Unidos teve início. A primeira tentativa de unificar o continente, porém, foi um projeto ferroviário em 1880, que não se concretizou.
Fontes: Infobae e El Motor.




