Os grupos com maior impacto na inflação em março de 2022 foram alimentos e bebidas não alcoólicas (1,18%), transporte (0,67%), bens e serviços diversos (0,84%) e restaurantes e hotéis (0,96%). Em menor escala, as variações de preços nos grupos de móveis e artigos para o lar (0,65%) e habitação (0,24%) também contribuíram.
SANTODOMINGO -O Banco Central da República Dominicana informou hoje que a taxa de inflação anual, ou seja, nos últimos 12 meses, de março de 2021 a março de 2022, ficou em 9,05%, sendo 2,3 vezes superior ao centro da meta de 4,0%.
"Vale ressaltar que o resultado anual inclui a inflação de 2,80% dos primeiros três meses de 2022", afirmou a entidade em seu relatório.
A instituição observou que a inflação anual nas economias avançadas "também apresentou um aumento acentuado no contexto atual". Citou que esse indicador para países como os Estados Unidos estava em 8,5% no final de março, mais de quatro vezes superior à meta média de longo prazo do Federal Reserve de 2,0% e o nível mais alto dos últimos 40 anos.
Contudo, observou-se que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) na República Dominicana subiu 0,67% em março de 2022 em comparação com fevereiro do mesmo ano, apresentando uma desaceleração em relação às taxas de 1,18% e 0,92% observadas em janeiro e fevereiro do mesmo ano, respectivamente. Nesse sentido, a inflação acumulada para o primeiro trimestre de 2022 foi de 2,80%.
“É importante salientar que a dinâmica dos preços internos continua a refletir pressões inflacionárias externas mais persistentes do que o previsto, as quais se intensificaram com o conflito militar entre a Rússia e a Ucrânia, provocando aumentos adicionais nos preçosdos insumos e das matérias-primas (commodities) para a produção, incluindo o petróleo, que atingiu mais de 100 dólares americanos por barril”, observou o banco.
Ele também mencionou os custos de transporte de contêineres, que permanecem bem acima dos níveis pré-pandemia, e as contínuas interrupções nas cadeias de suprimentos internacionais.
Grupos por incidência
A análise do IPC mostra que os grupos com maior impacto na inflação em março de 2022 foram Alimentos e Bebidas Não Alcoólicas (1,18%), Transportes (0,67%), Bens e Serviços Diversos (0,84%) e Restaurantes e Hotéis (0,96%). Em menor escala, as variações de preços nos grupos de Móveis e Artigos para o Lar (0,65%) e Habitação (0,24%) também contribuíram.
O Banco Central informou que o conjunto de medidas anunciadas pela Presidência, em particular o subsídio aos combustíveis nacionais para evitar novos aumentos devido à subida do preço internacional do petróleo, começou a refletir-se numa moderação da inflação no grupo dos Transportes, reduzindo o seu impacto na variação do IPC geral.
Espera-se que o cenário acima continue a se fortalecer nos próximos meses, desde que os preços dos combustíveis permaneçam inalterados




