SANTO DOMINGO- "Com os mecanismos regulatórios adequados, a indústria cimenteira do país poderia ser a solução para mais de 40% dos resíduos gerados no país", afirmou Miguel Ángel Justo, Assessor de Sustentabilidade do Cluster Caribenho.
"Não deveria ser mais barato descartar resíduos em aterros sanitários do que tratá-los corretamente, de forma ambientalmente segura e circular", afirmou ela durante a 8ª edição do evento Lucros Sustentáveis, organizado pela Rede Nacional de Apoio Empresarial à Proteção Ambiental (ECORED), cuja presidência é exercida por Dania Heredia, diretora jurídica da Cemex.
Justo afirmou que uma das chaves para avançar e enfrentar o problema dos resíduos será a existência de marcos regulatórios que promovam a gestão circular dos resíduos sólidos urbanos e que, desde a escavação, construção e demolição, o seu enterro seja evitado, devendo-se, em vez disso, promover a sua utilização como matéria-prima alternativa para novos produtos ou em processos industriais como fontes de energia através do coprocessamento.
"Isso exige um compromisso coletivo público-privado para a rápida adoção de políticas públicas que permitam a transição para uma economia circular", destaca um comunicado de imprensa.
O executivo considerou importante que o país continue trabalhando com a priorização da ação climática, a fim de concluir a regulamentação da Lei Geral sobre Gestão Integrada e Coprocessamento de Resíduos Sólidos nº 225-20, relacionada a incentivos econômicos adequados que garantam o retorno dos investidores, bem como à promoção de "taxas para disposição de resíduos em aterros sanitários que incentivem a destinação correta por meio de tratamento, recuperação e usinas de coprocessamento".
“A circularidade é um dos pilares do nosso programa Futuro em Ação, no qual temos orientado nosso negócio para o uso de resíduos como combustíveis alternativos para substituir os combustíveis fósseis. Isso inclui a substituição de matérias-primas virgens por matérias-primas alternativas com menor pegada de carbono, bem como o uso de resíduos de escavação, demolição e construção”, explicou Justo.
A Cemex pede que se abordem os problemas ambientais
Da mesma forma, a Cemex Dominicana instou empresas e autoridades a abordarem os problemas ambientais e de saúde causados por atrasos na gestão adequada de resíduos sólidos com critérios de sustentabilidade e apelou a um esforço conjunto nesse sentido.
"A Cemex Dominicana está promovendo iniciativas que favorecem a sustentabilidade do setor da construção civil e da indústria cimenteira para o desenvolvimento de projetos imobiliários e comunidades sustentáveis, em linha com sua estratégia 'Futuro em Ação'", afirma o comunicado à imprensa.
Ele explica que a estratégia Future in Action tem seis pilares: desenvolvimento de produtos e soluções sustentáveis, descarbonização das operações, circularidade, proteção da água, biodiversidade, inovação e alianças, e promoção da economia verde.
"Essa estratégia está alinhada com a iniciativa Regenera, lançada globalmente pela Cemex, que oferece soluções de circularidade, incluindo a recepção, o manuseio, a reciclagem e o coprocessamento de resíduos.".
Acrescenta ainda que, nesse sentido, a Cemex Dominicana, em parceria com multinacionais comprometidas com a sustentabilidade, como a Nestlé Dominicana, a DP World, a Imperial Tobacco e a Almacenes del Norte, mantém acordos de colaboração para o coprocessamento de resíduos reaproveitáveis, como pneus, resíduos da produção de tabaco e outros, que são transformados em matéria-prima e utilizados nos processos operacionais da fábrica de cimento. Isso evita que mais resíduos cheguem aos aterros sanitários dominicanos e substitui gradualmente o uso de combustíveis fósseis por combustíveis alternativos, ao mesmo tempo que descarboniza as operações.




