SANTO DOMINGO – Alegações de irregularidades na República Dominicana trouxeram novos desafios para os corretores de imóveis e para o mercado em geral, que precisou reforçar a diligência prévia para consolidar a confiança. Além dos desafios da era digital, que criou um consumidor muito mais exigente e informado, há a situação que levou à abertura de processos contra empresários ligados ao setor em tribunais nacionais por suposta fraude.
Uma das consequências citadas pelos empresários imobiliários Eric Luciano e Gregory Aquino, da Luciano Aquino Inversiones Real Estate, é que a venda deimóveis na planta diminuiu significativamente devido à desconfiança causada pela situação dos processos judiciais.
“As pessoas estão preferindo imóveis prontos para construir, e projetos que às vezes tinham unidades atrasadas estão vendendo mais, embora a um preço mais alto, porque as pessoas confiam no que veem”, explica Luciano.
Ele destaca que alguns incorporadores estão pressionando outros incorporadores para venderem mais unidades, afirmando que os consultores imobiliários atualmente precisam se esforçar muito mais para evidenciar e demonstrar o histórico dos incorporadores e construtores por trás dos projetos, embora acredite que essa situação possa ser revertida.
“O problema é ainda mais evidente quando se trata deestrangeiros que dependem de informações das redes sociais. “Coisas que antes não precisavam ser feitas agora exigem muita comprovação de sua confiabilidade, porque as redes sociais os levam a comprar com a confiança abalada”, explica Luciano.
Para Gregory Aquino, não há dúvida de que o mercado imobiliário enfrenta novos desafios atualmente. “O mercado imobiliário hoje apresenta, sem dúvida, um desafio maior, porque agora é necessário fortalecer a confiança, e a maioria das pessoas prefere imóveis prontos para morar, pois podem ver o que estão comprando, têm a escritura e sentem que estão fazendo uma escolha segura”, afirma.
Ele acrescenta que aqueles que compram imóveis na plantapreferem unidades mais acessíveis. "Ou seja, um imóvel em que o investimento envolvido não seja tão alto."
O texto afirma que anteriormente era prática comum um investidor escolher um imóvel entre US$ 200.000 e US$ 400.000 , mas que atualmente tanto a diáspora dominicana quanto os investidores estrangeiros , e até mesmo os dominicanos residentes no país, estão preferindo imóveis mais baratos.
Desde quando?
Em entrevista ao El Inmobiliariodurante sua participação no primeiro congresso da Ascode, executivos da Luciano Aquino Inversiones Real Estate explicaram que a mudança no mercado imobiliário foi sentida principalmente em 2025, após afirmarem que tiveram um excelente fechamento em 2024.
Evidências como suporte
“O que nós, como corretores de imóveis, precisamos fazer é fornecer provas de que as construtoras com as quais temos relações comerciais são idôneas. Vender imóveis na planta não é impossível; só precisamos nos esforçar mais. Agora, somos obrigados a realizar uma análise prévia mais minuciosa das construtoras para termos certeza do que estamos mostrando aos nossos clientes”, afirma Eric Luciano.
Eles explicam que, no caso deles, já tomaram as precauções necessárias com seus corretores de imóveis para garantir maior confiança nos clientes, fornecendo documentos que comprovem a situação do imóvel. "E com os clientes, realizamos reuniões preliminares, explicando quem somos antes de mostrar os imóveis, apresentando nossa empresa e fornecendo evidências que comprovem nossa credibilidade. Também os auxiliamos informando-os sobre os fatores que devem considerar ao escolher um determinado empreendimento imobiliário", concluem Luciano e Aquino.




