A instituição informou que esta resolução também será entregue à Procuradoria Especializada em Combate à Corrupção Administrativa (PEPCA) como parte do processo de investigação em curso.
SANTO DOMINGO -A Direção-Geral de Licitações Públicas (DGCP) anunciou nesta quinta-feira o cancelamento do processo licitatório realizado pelo Instituto Nacional de Trânsito e Transporte Terrestre (Intrant) para a instalação da rede de semáforos na Grande Santo Domingo.
Em um comunicado à imprensa, a agência observa que esta é a terceira decisão emitida em resposta ao caso e que um pedido de investigação ainda está pendente.
"Recorda-se que nas duas primeiras resoluções, RIC 164-2023 e RIC 165-2023 , foi verificada a existência de uma estrutura societária difusa e a apresentação de documentação falsa para comprovar a experiência da empresa vencedora, desconhecida pelas empresas supostamente emissoras", afirma a DGCP no comunicado de imprensa.
Ele explica que na nova resolução RIC-168-2023, emitida em resposta ao recurso hierárquico interposto pela empresa ESC Group, SRL, também são evidentes graves irregularidades na adjudicação do contrato.
"Por isso, no exercício das suas competências, o órgão diretivo anulou os termos e condições e, consequentemente, o procedimento nacional de concurso público INTRANT CCC-LPN-2023-0001, por violação dos artigos 21 e 25 da Lei 340-06 sobre Contratação Pública e dos artigos 88, 91 e 94 do seu Regulamento de Aplicação", explica a entidade.
O documento detalha que as irregularidades constituem violações dos princípios de participação, proporcionalidade, igualdade e livre concorrência do regulamento de compras, bem como dos princípios da racionalidade e do devido processo legal da Lei 107-13.
Nesse sentido, -continua ele explicando-se- constatou-se que, ao estabelecer requisitos excessivos e desproporcionais, exigindo que os potenciais licitantes comprovassem experiência na instalação de 15.000 controladores e 40.000 cruzamentos em todo o mundo, a licitação se mostrou restritiva, o que influenciou a baixa participação e impediu os especialistas de realizarem uma avaliação objetiva.
Dentre as irregularidades e violações do devido processo legal, a DGCP destaca ainda que os peritos realizaram avaliações técnicas subjetivas e que validaram deliberadamente apenas a experiência de um dos licitantes participantes.
Ressalta-se, ainda, que as avaliações realizadas pelos especialistas não são justificadas e ficou evidente que houve desrespeito ao devido processo legal, ao recomendarem a correção de aspectos técnicos que a regulamentação não permite, pois implicam uma melhoria da oferta.
Portanto, a DGCP enfatizou que a conduta apropriada seria a Comissão de Compras rejeitar essas avaliações, uma vez que elas se baseavam em critérios subjetivos, arbitrários, discricionários e deliberados.
"Em vista dessas irregularidades, o órgão diretivo reiterou que Intrant deve aplicar sanções disciplinares aos funcionários e servidores públicos que participaram do referido procedimento.".
A instituição informou que esta resolução também será entregue à Procuradoria Especializada em Combate à Corrupção Administrativa (PEPCA) como parte do processo de investigação em curso.
A Resolução RIC-168-2023 pode ser consultada na íntegra na seção "Quadro Jurídico" do site institucional da Direção-Geral de Contratação Pública: www.dgcp.gob.do.




