“Nem todo o terreno da cidade é adequado para construção; precisamos de uma área verde na cidade em bom estado, que nos permita usufruir de espaços de lazer e que também permita uma boa permeabilidade do solo.”.
Extraído do Diario Libre
SANTO DOMINGO - O precedente estabelecido pela pandemia da COVID-19 e seu impacto na saúde física e mental das pessoas exige a construção de um novo modelo de cidade que priorize os "espaços verdes" ou áreas de lazer, que complementem as condições de vida em casa.
A opinião é do arquiteto e secretário técnico da Prefeitura do Distrito Nacional, Jesús D'Alessandro, que afirma que a sociedade dominicana e o mundo atravessam a pior crise de saúde pública que a humanidade já vivenciou nos últimos cem anos e que a ação humana causou uma crise ambiental sem precedentes, que afeta a vida das pessoas.
Ele compreende que o Distrito Nacional e sua região metropolitana, embora em menor escala do que o resto do mundo, refletem a crise ambiental e urbana que representa um grande desafio para as futuras gerações nos próximos 10 a 20 anos.
“Exigimos espaços públicos de natureza recreativa que complementem nossos espaços privados, nossas casas. Precisamos sair e relaxar porque a cidade deve se tornar uma extensão de nossos lares, dada a nossa necessidade de ar fresco e a possibilidade de nos exercitarmos livremente ao ar livre. É um tempo diferente, uma geração diferente que exige esse novo tipo de cidade”, disse ele.
Nesse processo de transformação impulsionado pela pandemia e pelas mudanças climáticas, o Plano de Ordenamento Territorial (POT) desempenha um papel crucial, assim como outros instrumentos de planejamento, como o Plano Estratégico Nacional de Distritos. Segundo D'Alessandro, a normalização das políticas públicas relacionadas ao uso do solo urbano visa criar as condições para o desenvolvimento sustentável das futuras gerações.
“Nem todo o terreno da cidade é adequado para construção; precisamos de uma área verde na cidade em bom estado, que nos permita usufruir de espaços de lazer e que também permita uma boa permeabilidade do solo.”.
Com relação ao meio ambiente e sua influência na convivência dos cidadãos, lembre-se de que a República Dominicana está na rota de furacões, assim como os demais países que compõem o Caribe, e que quando é atingida por um desses fenômenos, as chuvas aumentam e as águas não têm para onde escoar, formando grandes volumes de escoamento superficial; essa água corrente causa perdas em propriedades públicas e privadas, além de afetar a vida urbana.
“Se urbanizarmos a cidade inteira, se não dermos seguimento aos planos de ordenamento do território e aos planos de desenvolvimento urbano, começaremos a criar uma cidade impensável, onde as águas transbordariam e as inundações voltariam a ocorrer. É por isso que é importante ter um plano de ordenamento do território baseado em boas práticas e pesquisas, como já temos”, explica ele.
Ele explicou que a cidade está desenvolvendo planos setoriais específicos para atender às necessidades atuais. Ele entende que, dada a situação criada pela COVID-19, pelas mudanças climáticas e pela demanda por um novo modelo urbano, cada caso deve ser considerado individualmente, mas que esforços estão em andamento para expandir a rede de água potável, melhorar o sistema de esgoto e solucionar problemas que afligem a cidade há mais de 20 anos.
O gabinete do prefeito busca se adaptar às mudanças
O Secretário Técnico da Prefeitura do Distrito Nacional, Jesús D'Alessandro, afirma que a Prefeitura está trabalhando no processo de transformação da cidade e identificando proativamente novos espaços para ampliar a área verde, o que ele considera uma prioridade fundamental. A cidade está redefinindo a função de suas calçadas como espaços universalmente acessíveis que democratizam a geografia da cidade, conforme estabelecido pela Constituição, que garante os direitos à liberdade de movimento, associação e circulação. "A liberdade de movimento e associação das pessoas é democratizada pela redefinição das calçadas, tornando-as mais universalmente acessíveis, e esse processo também gera valor, pois o valor da cidade aumenta quando ela se torna mais acessível.".




