SANTO DOMINGO- Eliseo Cristopher, presidente da COPYMECON, Confederação Dominicana de Micro, Pequenas e Médias Empresas da Construção Civil, declarou ontem que o Banco Central da República Dominicana (BCRD) e o Conselho Monetário liberaram bilhões por meio da exigência legal de reservas e os depositaram em entidades de intermediação financeira para fornecer empréstimos com juros baixos aos setores produtivos do país, mas as pequenas empresas da construção civil não conseguiram acessá-los.
Nesse sentido, ele solicitou às entidades de intermediação financeira do país que concedessem empréstimos com juros baixos a esse setor, uma vez que, como especificou, o Banco Central tem autonomia para tomar essa medida.
Ele acrescentou que há vários anos vem solicitando ao Banco Central e ao Conselho Monetário que destinem uma parcela especial da reserva legal liberada para beneficiar as PMEs da construção civil e que as instituições financeiras de intermediação concedam financiamento a elas, uma vez que, até o momento, as pequenas e médias empresas não têm se beneficiado devido à regulamentação financeira.
Ele sugeriu que as entidades de intermediação financeira flexibilizassem seus requisitos para permitir a participação de pequenas empresas.
A COPYMECON destacou que o setor de micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) da construção civil está empenhado em criar ações que visem promover um sistema financeiro mais inclusivo, onde todos tenham oportunidades nos planos de desenvolvimento, e que o governo criou os mecanismos legais para isso, mas até agora não os aplicou em favor desse setor.
Ele considerou alarmantes os números divulgados pelo Banco Central da República Dominicana (BCRD), que indicam que a atividade econômica da construção civil foi a que apresentou a maior queda no período de janeiro a março de 2023, com resultados negativos de 3,5% em comparação com o mesmo período de 2022, quando no ano anterior o crescimento foi de apenas 0,6%.
“Portanto, acreditamos que é necessário um apoio mais robusto para a nossa recuperação, injetando recursos que nos permitam desenvolver os projetos já em andamento e aqueles em fase de planejamento, com foco na construção de moradias populares, visando suprir o déficit habitacional existente em todo o país”, comentou Cristopher.
Ele afirmou que, em declarações anteriores, a COPYMECON alertou sobre a situação atual do setor da construção civil no país, devido ao aumento das taxas de juros, à postura conservadora em relação aos investimentos públicos e aos altos preços dos materiais, "o que, como aponta o Banco Central, é desfavorável ao setor da construção, forçando o reajuste dos cronogramas dos projetos de infraestrutura no primeiro trimestre deste ano e gerando números negativos".
"O objetivo de promover maior colaboração e oportunidades para o setor de micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) da construção civil no país ajudaria a melhorar a economia, além de fortalecer o arcabouço institucional e vincular as instituições estatais para promover projetos que envolvam pequenas e médias empresas de construção em iniciativas de desenvolvimento", disse o líder.
De acordo com o presidente da COPYMECON, se as PMEs tivessem oportunidades e participação igualitária, isso traria grandes benefícios para impulsionar o desenvolvimento de todos os setores e revitalizar o sistema financeiro, evitando assim a recessão ocorrida este ano.
Christopher afirmou que, estatisticamente, as pequenas empresas têm demonstrado seu compromisso de forma responsável, honrando suas obrigações financeiras, construindo com qualidade e dentro do prazo, e fomentando o dinamismo e o crescimento da economia nacional.




