Segundo a Procuradoria Ambiental, a área onde está sendo construído o Conjunto Habitacional Altos Ríos faz parte do Campo de Poços do Cinturão Verde de Santo Domingo, portanto, a referida intervenção causa uma alteração no equilíbrio ambiental da região metropolitana e seus territórios adjacentes.
SANTODOMINGO - A Procuradoria Especializada em Defesa do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Proedemaren) acusa a empresa 481 Constructora, SRL de ter cortado e eliminado centenas de árvores de diversas espécies em uma área de aproximadamente 153.000 metros quadrados.
Segundo a Procuradoria Ambiental, a área onde está sendo construído o Conjunto Habitacional Altos Ríos faz parte do Campo de Poços do Cinturão Verde de Santo Domingo, portanto, a referida intervenção causa uma alteração no equilíbrio ambiental da região metropolitana e seus territórios adjacentes.
A acusação foi apresentada ao Tribunal de Instrução de Santo Domingo Leste pelos procuradores da Proedemaren, que afirmam que o desmatamento ocorreu no setor Ferregú, localizado na rodovia Santo Domingo-La Victoria
A entidade pretende iniciar processos judiciais contra a empresa, bem como contra os seus proprietários Luis Miguel Arenas e Cesarina Leonor de las Mercedes Rivera Mata de Montás.

“O acusado cortou e eliminou centenas de árvores de diferentes espécies, numa área de aproximadamente 153 mil metros quadrados, no setor de Ferregú, localizado na rodovia Santo Domingo-La Victoria”, afirma um comunicado de imprensa da Proedemaren.
Entre as espécies derrubadas estão javilla, samán, palmeira real, manga, papoula, gina, jagua, piñón cubano, memiso, amêndoa e campeche.
O Ministério Público classificou essa ação como uma violação da Lei Geral do Meio Ambiente e Recursos Naturais (64/2000) e da Lei Florestal Setorial da República Dominicana (57-18)
O impacto negativo direto abrange dois dos cinco poços protegidos na área do Cinturão Verde de Santo Domingo, localizados na Zona Ambiental F, que são os que registram os maiores níveis de umidade e que também contribuem para as nascentes dos afluentes do rio La Yuca.
A destruição desta área afeta a qualidade da água atualmente extraída na Grande Santo Domingo para uso e consumo humano, além de eliminar o efeito esponja que existia na área, o qual ajudava a mitigar as cheias dos rios nas regiões circunvizinhas.
Essa ação indiscriminada também eliminou um ecossistema típico e representativo da floresta tropical natural e deslocou as espécies que ali viviam, explicou o chefe da Proedemaren, o advogado Francisco Contreras.
Entre as espécies prejudicadas por esta ação contra o meio ambiente nacional estão o rouxinol-das-palmeiras, o pardal-das-canárias, o melro-preto, o pica-pau, a pomba, a arara-de-cabeça-vermelha e o lagarto-verde.
A área, escolhida pela Companhia de Água e Esgoto de Santo Domingo (CAASD) para servir como campo de poços artesianos para abastecer a capital dominicana, foi completamente desmatada, restando apenas a área arborizada do local, onde muitas das árvores derrubadas ainda estão empilhadas.
A investigação foi realizada pelos promotores José Espinal Beato e Porfirio Estévez Mejía, acompanhados pelo técnico da Direção Provincial de Santo Domingo Leste do Ministério do Meio Ambiente, Jesús Diffó, e por uma equipe da Academia de Ciências da República Dominicana, chefiada por Eleuterio Martínez Alcántara.
Sobre a Construtora 481
Em sua página no Facebook, a empresa se descreve como uma construtora especializada na venda de terrenos em empreendimentos imobiliários. A empresa possui um vídeo de um minuto e seis segundos do projeto habitacional Alto Rios e uma publicação convidando pessoas a comprarem um lote dentro do empreendimento.




