Segundo dados do Banco Central, o setor de vergalhões, blocos de concreto e cimento gerou 35.134 novos empregos no período, apesar dos desafios relacionados ao aumento dos custos de materiais. Também foi registrado um aumento de 7,5% nos salários nominais.
SANTO DOMINGO- A construção civil foi um dos principais motores do emprego no mercado de trabalho dominicano durante o primeiro trimestre deste ano, de acordo com a Pesquisa Nacional Contínua da Força de Trabalho (ENCFT) realizada pelo Banco Central da República Dominicana.
Com uma pontuação de 8,3%, a construção civil esteve entre os quatro setores onde se concentrou 58,4% do mercado de trabalho dominicano no período de janeiro a março deste ano, juntamente com o comércio (21,2%), outros serviços (19,0%), indústria e zonas francas (9,9%).
Segundo dados do Banco Central, o setor de vergalhões, blocos de concreto e cimento gerou 35.134 novos empregos no período, apesar dos desafios relacionados ao aumento dos custos de materiais. Também foi registrado um aumento de 7,5% nos salários nominais.
Dos 4.640.000 indivíduos empregados registrados nesta pesquisa, no período de janeiro a março deste ano, tanto no setor formal quanto no informal, 983.930 trabalham no comércio. O segundo maior setor, abrangendo as atividades de 880.164 pessoas, é o de "outros serviços", que inclui empresas de diversos portes, como centrais de atendimento, micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) das indústrias criativas (serviços digitais, design, cultura, moda), além de salões de beleza e barbearias.
O setor industrial, que nesta pesquisa inclui a indústria local, a indústria em zonas francas e a mineração, registrou um total de 460.379 empregados, enquanto o setor da construção civil registrou383.331 empregadosno período analisado.

O Ministro da Indústria, Comércio e Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs), Víctor Ito Bisonó, considera bem-sucedidas as políticas públicas promovidas pelo Governo do Presidente Luis Abinader, uma vez que se refletem em um maior investimento do setor privado, motivado pela confiança na recuperação econômica do país.
“Estamos orgulhosos das contribuições para o desenvolvimento que promovemos a partir do MICM, com uma surpreendente reativação da indústria, do comércio, das zonas francas, da produção local, do armazenamento e das micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), como também indicam os números do Banco Central”, disse Bisonó.
Novos empregos
Esses setores contribuíram significativamente para a criação de empregos desde o início do ano. Um dos setores que registrou maior crescimento no número de pessoas empregadas, de janeiro a março de 2022, foi o de outros serviços, com 67.209 novos trabalhadores, seguido pelo comércio, com 47.502; construção, com 35.134; e indústria de transformação, com 16.166.
Um aspecto a destacar é o relacionado à qualidade dos empregos existentes e dos recém-criados, visto que o salário nominal nesses setores está entre os que mais cresceram de janeiro a março de 2022, em comparação com o registrado em 2021, com um aumento nominal de 29,3% na indústria e 20,3% no comércio, bem acima do aumento médio nacional, que foi de 10% no período analisado.




