Conep acredita que é preciso criar condições para impulsionar ainda mais a construção de moradias, com o objetivo de reduzir o déficit habitacional.
SANTO DOMINGO– O Conselho Nacional da Empresa Privada (Conep) acredita que é preciso criar condições para impulsionar ainda mais a construção de moradias, com o objetivo de reduzir o déficit habitacional.
Ontem, a organização empresarial entregou à liderança política, econômica e social do país as propostas estratégicas da Décima Convenção Empresarial, nas quais se compromete a elevar o investimento bruto de capital para US$ 30 bilhões nos próximos quatro anos e a criar 500 mil novos empregos.
No documento, o setor empresarial afirma que a construção de infraestrutura deve ser promovida por meio de um modelo eficaz de investimento privado e que a eficiência do investimento público deve ser incentivada.
“É necessário continuar trabalhando para estabelecer marcos regulatórios claros, oportunos e transparentes que permitam a simplificação de procedimentos e serviços públicos, bem como a melhoria da qualidade das regulamentações, reduzindo tempo e custos para cidadãos e empresas”, declarou o presidente da Conep, Celso Juan Marranzini.
Ele destacou que, até 2024, a projeção para o investimento privado será superior a US$ 30 bilhões, "e aspiramos que seu crescimento anual seja maior que o do PIB", afirmou o representante empresarial.
Em seu discurso, ele enfatizou o progresso e o crescimento alcançados pelo país, apesar do cenário internacional incerto. Apontou alguns desafios que, em sua opinião, merecem atenção prioritária da sociedade, como a melhoria da qualidade da educação, o fortalecimento da seguridade social e o aprimoramento do setor elétrico.
O presidente da CONEP enfatizou que, apesar dos desafios internos e externos, o setor privado contribui para a melhoria das condições de vida de um número cada vez maior de dominicanos a cada ano. Um exemplo disso é sua contribuição de 85% para o PIB e 89% para o total de investimentos, segundo o Banco Central em 2021.
Em seu discurso, que contou com a presença do presidente Luis Abinader, os líderes empresariais recomendaram olhar além do Produto Interno Bruto (PIB) e adotar novas métricas que permitam medir o progresso em termos de qualidade de vida.
Por sua vez, Abinader reconheceu a importância do diálogo intersetorial com o objetivo de promover o crescimento econômico sustentável em benefício do país.
“Devemos promover o diálogo, não apenas com o setor privado, mas também com os partidos políticos. Acredito que temos diferenças de abordagem, mas compartilhamos o mesmo objetivo, que é ter uma República Dominicana melhor”, comentou o presidente.
Principais áreas de propostas
A Décima Convenção Empresarial focou-se em dois eixos estratégicos: Desenvolvimento Produtivo e Desenvolvimento Humano.
A primeira é continuar promovendo o crescimento econômico equitativo e sustentável, e a segunda é melhorar a qualidade de vida da população.
As propostas apresentadas focaram-se em áreas-chave como emprego e segurança social, educação, saúde, habitação e infraestruturas, investimento e diversificação, produtividade e competitividade, o setor da eletricidade e tributação.
O vice-presidente executivo da Conep, César Dargam, explicou que as conclusões são resultado de um amplo e representativo processo de consulta que começou há seis meses em nível nacional e incluiu reuniões regionais nas regiões sul, leste e norte do país.
Dargam afirmou que o crescimento econômico se torna o meio para alcançar o objetivo do bem-estar coletivo, e que todos têm um papel a desempenhar.
Melhorias na eficiência das empresas de distribuição de eletricidade
O presidente da Conep afirmou que o setor elétrico é essencial para o desenvolvimento do país e, portanto, defendeu a eficiência das empresas que fornecem esse serviço.
“É imprescindível implementar, sem mais demora, as ações necessárias para tornar os distribuidores mais eficientes, a fim de garantir a viabilidade financeira do setor e possibilitar a realocação dos recursos orçamentários que atualmente são utilizados para cobrir o déficit”, afirmou.
Marranzini destacou que a Estratégia Nacional de Desenvolvimento estipulava a necessidade de abordar a questão fiscal por meio de um pacto de longo prazo.
“Dada a atual incerteza econômica global, acreditamos ser essencial continuar promovendo uma agenda pró-crescimento que fomente mais investimentos, empregos e maior formalização da economia; que garanta gastos públicos eficientes, transparentes e de maior qualidade, bem como um perfil consolidado da dívida pública que fortaleça a sustentabilidade das finanças públicas”, afirmou.




