SANTO DOMINGO - O diretor executivo do Instituto Nacional de Proteção dos Direitos do Consumidor (Pro Consumidor), Eddy Alcántara, declarou que a entidade iniciará um processo sancionatório contra a companhia aérea americana JetBlue “por cada violação comprovada dos direitos do consumidor, de acordo com as disposições da Lei 358-05”.
Alcántara pediu aos clientes da JetBlue que entrassem em contato com a Pro Consumidor e registrassem formalmente suas reclamações ou queixas, para que a equipe jurídica da entidade pudesse analisar possíveis violações ou infrações de seus direitos como usuários desta companhia aérea.
Ele alertou que, se for comprovada a fraude contra os usuários por parte dessa companhia aérea, "a Pro Consumidor procederá à sanção de acordo com as disposições dos artigos 104, 105 e 107 do referido regulamento e demais leis setoriais".
“Assim que os consumidores que se sentirem lesados apresentarem suas queixas formais a esta instituição, procederemos imediatamente às investigações cabíveis para verificar se houve, de fato, fraude e, em caso afirmativo, iniciaremos o processo de sanção correspondente”, afirmou.
O funcionário observou que a Pro Consumidor pode agir por iniciativa própria, "mas o ideal seria que os consumidores pudessem comprovar a violação de seus direitos para que a entidade possa iniciar um processo sancionatório a fim de tentar resolver qualquer tipo de dano causado aos usuários das companhias aéreas".
Eddy Alcántara também lembrou que, no ano passado, uma organização de defesa do consumidor alertou a JetBlue para que cumprisse os serviços que vinha oferecendo "devido às constantes reclamações de descumprimento por parte dos consumidores".
O diretor executivo da Pro Consumidor explicou que, após o alerta, as reclamações inicialmente diminuíram, "mas atualmente temos recebido diversas reclamações de clientes que solicitaram os serviços desta companhia aérea, devido a atrasos e cancelamentos de voos de última hora de e para a República Dominicana.".
Por fim, o presidente da Pro Consumidor afirmou que a lei é clara ao estabelecer que as empresas são obrigadas a oferecer produtos e serviços de qualidade, bem como a fornecer informações claras e verídicas aos consumidores.




