SANTO DOMINGO- Embora compreenda que o projeto de lei para regulamentar os serviços imobiliários e os contratos de corretagem no país seja bastante abrangente, a Associação de Corretores e Empresas Imobiliárias (AEI) observou três aspectos da proposta que está sendo analisada pela Câmara dos Deputados.
O presidente Alberto Bogaert afirmou que essas sugestões, apresentadas por uma delegação da entidade que visitou a Câmara dos Deputados, não alteram em nada a natureza do original, pois afirma que se trata de um documento que atende às necessidades do setor imobiliário.
A legislação foi elaborada por Lourdes Aybar de Serulle. O AEI (Serviço de Inteligência do Estado) prestou apoio na redação do projeto de lei, trabalhando em conjunto com a legisladora, confirmou Bogaert.

Antes de apresentar suas observações à Comissão de Justiça da Câmara dos Deputados, responsável por recebê-las, Bogaert elogiou o papel que os corretores de imóveis desempenham na sociedade, embora tenha reconhecido que na República Dominicana existe uma “desordem nas vendas de imóveis”.
“Onde se fala das disposições gerais, o artigo 3º deveria estipular a promoção do desenvolvimento das atividades de corretagem imobiliária por associações devidamente registradas nos órgãos estaduais competentes, que em suas ações realizem treinamentos regulares, possuam um código de ética e tenham no mínimo cinco anos de atuação como associação. Acreditamos que uma associação que deseje fazer parte disso deve ter pelo menos cinco anos de funcionamento”, solicitou a entidade que representa as imobiliárias e corretores.
A segunda alteração proposta pela AEI refere-se ao capítulo sobre disposições transitórias, que estipula que “os membros que, na data de entrada em vigor desta lei, estiverem filiados a uma câmara ou associação de corretores de imóveis legalmente constituída e registrada, com mais de um ano de atividade, terão seus conhecimentos validados e estarão isentos da obrigação de concluir qualquer treinamento e/ou avaliação para obtenção de licença”. A instituição acredita que essa isenção deveria ser alterada para aqueles que atuam no mercado há cinco anos.
Por fim, ele solicita uma alteração de 500 para 120 horas no artigo que afirma que uma pessoa precisa de 500 horas de estudo para ser elegível para a licença. “Estamos pedindo 120 porque temos a experiência para saber o que é necessário e sabemos que esse tempo é suficiente para uma pessoa se capacitar e obter a licença”, afirma Bogaert, que estava acompanhado por Claudia Castillo, Cristina Alba e Alenny Garabito.
O presidente da AEI entende que a reintrodução da lei, que já havia sido apresentada ao órgão legislativo, é oportuna, considerando o atual crescimento do setor da construção civil no país.
“Obviamente, a comissão de justiça, que tem vindo a rever a lei, reúne os diferentes intervenientes a ela ligados, que a analisam e emitem as suas considerações ou observações.”.
Bogaert entende que o corretor de imóveis é uma figura reconhecida globalmente e acredita que, dado o boom da construção civil e a importância do corretor imobiliário, é necessário regulamentar o setor de corretagem e estabelecer regras claras para que as pessoas possam ingressar na área legalmente. “Isso trará muitos benefícios para o setor, e não somos apenas aqueles que vendem e constroem; é uma indústria completa com uma contribuição significativa para o Produto Interno Bruto da economia”, afirmou.




