SANTO DOMINGO- A Associação de Corretores e Empresas Imobiliárias (AEI) afirmou estar trabalhando em conjunto com os sindicatos da construção civil para alcançar melhorias e condições que garantam um mercado imobiliário livre de riscos.
Questionado sobre o caso Guepardo, no qual o Ministério Público prendeu quatro pessoas acusadas de irregularidades na venda de imóveis fraudulentos, supostamente afetando mais de 100 pessoas com valores superiores a US$ 18 milhões, o presidente da associação, Alberto Bogaert, afirmou que a entidade que representa está desenvolvendo programas para divulgar as boas práticas do setor.
O líder dos agentes imobiliários convidou compradores e clientes a continuarem investindo e confiando em seu país, buscando assessoria imobiliária e jurídica que possa guiá-los para um investimento seguro.
“Estamos trabalhando em estreita colaboração com nossos membros para desenvolver programas informativos que destaquem as boas práticas e as conquistas positivas do nosso setor, que superam em muito os casos isolados relatados na mídia”, afirmou Boagert.

Ele opinou que o mercado imobiliário dominicano é muito sólido, dinâmico, diversificado e inovador, e tem proporcionado muitos benefícios a compradores e investidores dominicanos e estrangeiros, através da entrega de dezenas de milhares de unidades nos últimos anos e outras que estão em construção.
Ele reconheceu que, nos últimos meses, o mercado imobiliário e da construção civil foi ofuscado pelos processos judiciais, os quais, segundo ele, retardaram o progresso e as conquistas obtidas.
Prevenção
Alberto Bogaert explicou que a AEI (Associação de Corretores de Imóveis) sempre aconselha os interessados em adquirir imóveis no país a trabalharem com corretores filiados à instituição. Ele também recomendou consultar um advogado, verificar a documentação legal do imóvel, visitar o imóvel ou empreendimento pessoalmente, checar sua solidez financeira e analisar o histórico da construtora, entre outras medidas.
Em relação ao projeto de lei que busca regulamentar a intermediação imobiliária no país, ele lembrou o parecer favorável emitido pela Comissão Especial que o estudou, após afirmar que há grandes expectativas de que, durante 2025, a referida lei possa ser aprovada, permitindo que a República Dominicana tenha um instrumento para regulamentar a prática do mercado imobiliário.
Caso Guepardo
No dia 7 de fevereiro, o Ministério Público lançou a Operação Guepardo, que resultou na prisão de Marisol Nova Novasco, Rocío del Alba Rodríguez de Moya, Yves Alexandre Giroux e Loany Lismeiry Ortiz Nova, acusados pelo Ministério Público de terem lesado 122 pessoas, principalmente dominicanos residentes no exterior, em mais de US$ 18 milhões com a venda de imóveis fictícios.




