SANTO DOMINGO– Apesar da desaceleração no crescimento da construção civil, o consumo per capita de cimento se manteve forte, principalmente devido à estabilidade econômica e política alcançada pelo Estado nos últimos anos, afirmou ontem Giuseppe Maniscalco, presidente da Associação Dominicana de Cimento Portland (ADOCEM).
O representante da indústria nacional de cimento destacou que a indústria local tem atualmente um consumo per capita de cerca de 505 quilos por habitante e que, em termos de capacidade instalada de produção de cimento, a República Dominicana é considerada a primeira nação da América Central e do Caribe, depois do México, que atinge 708 kg por pessoa, posicionando-se bem acima da média da América Latina e do Caribe.
"Durante muitos anos, os investimentos realizados para fortalecer a capacidade produtiva da indústria cimenteira local permitiram-nos responder ao rápido crescimento do setor da construção civil, um dos principais motores da economia nacional e da recuperação económica, o que nos transformou de importadores líquidos de cimento num fornecedor e exportador autossuficiente", observou Maniscalco.
Ele também destacou que a implementação de reformas estruturais em áreas-chave pelo governo, as medidas de injeção de liquidez de 119 bilhões de pesos aplicadas por meio do sistema financeiro e a redução da taxa básica de juros implementada pelo Banco Central, juntamente com os esforços para aumentar a qualidade do capital humano e atrair Investimento Estrangeiro Direto, têm sido cada vez mais importantes para sustentar o potencial de crescimento do país.
Ele também afirmou que a capacidade da indústria nacional de cimento contribuiu para atender à demanda local, exportando até aproximadamente 20% de sua produção e mantendo a estabilidade no setor, o que se reflete em níveis de preços estáveis e sustentáveis.
"A melhor maneira de garantir um fluxo saudável de investimentos no setor da construção civil, na indústria do cimento e no país em geral é manter nossa posição como os mais competitivos da região", afirmou o presidente da ADOCEM.
Em relação ao desempenho do setor de janeiro a maio de 2023, segundo informações do Banco Central, o consumo de cimento nos mercados interno e externo aumentou 1,5% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esse dado, somado às 2.779.188 toneladas de cimento produzidas até o momento e à evidente melhora em outros indicadores econômicos, aponta para uma estimativa de crescimento acelerado até o final do ano.
"Estamos confiantes de que esse impulso consolidará ainda mais a indústria do cimento e a economia em geral", disse o presidente da ADOCEM.




