Ele expressou sua esperança de que o Congresso priorizasse essa legislação na sessão legislativa que se iniciava recentemente.
SANTO DOMINGO -A Associação Bancária Múltipla da República Dominicana (ABA) considerou a aprovação da Lei que regulamenta as penhoras no país. A proposta de revisão foi liderada pela Superintendência de Bancos, buscando garantir os direitos dos usuários financeiros e prevenir ações arbitrárias decorrentes desses processos legais.
A ABA argumentou que a penhora de salários se tornou um mecanismo coercitivo, frequentemente usado sem critérios claros ou mecanismos adequados de controle judicial prévio, o que gera distorções que se traduzem em incerteza jurídica e prejuízo econômico para os usuários do sistema financeiro.
Em um comunicado à imprensa, ele expressou sua esperança de que o Congresso priorizasse essa legislação na sessão legislativa recém-iniciada, considerando que evitariaem grande parte com menos recursos que não conseguem obter representação legal adequada para resolver a situação de medidas cautelares impostas contra eles sem qualquer fundamento.
Entre as principais distorções registradas, ele citou: o títulos de crédito válidos gravames em massa em um único ato de oficial de justiça sobre clientes ou créditos não relacionados e os gravames que são executados repetidamente sobre o mesmo crédito, após uma decisão judicial prévia de sua revogação.
A ABA agradeceu aos congressistas pela receptividade e compreensão em relação à complexidade dos problemas existentes nesses processos, embora tenha observado que ainda não se chegou a um consenso para que o projeto de lei seja analisado e aprovado.
As preocupações do setor bancário foram detalhadas em uma carta enviada durante a sessão legislativa anterior ao senador Antonio Taveras Guzmán, que propôs um dos três projetos de lei atualmente em análise pela Comissão de Justiça e Direitos Humanos do Senado. Os outros dois projetos de lei foram elaborados pelos senadores Cristóbal Castillo Liriano e Ricardo de los Santos Polanco.
O setor bancário indicou que essa situação se tornou uma fonte de incerteza, minando a confiança no judiciário e financeiro da República Dominicana
"A essência deste regulamento é garantir a proteção efetiva dos direitos de todas as partes envolvidas, promovendo a transparência e assegurando que as apreensões sejam realizadas exclusivamente quando houver causas legítimas devidamente comprovadas", afirmou.
"Nosso país precisa ter, dentro de seu sistema jurídico, regulamentações que estabeleçam claramente os requisitos, as condições e os procedimentos para a correta aplicação da ordem de arresto, tanto em sua forma conservatória quanto em sua forma de execução", afirmou ele.
"Na ABA, defendemos ativamente a aprovação de uma legislação abrangente e equilibrada, convictos de que regulamentações claras fortalecerão significativamente a segurança jurídica do país, mas, mais importante ainda, impedirão a violação dos direitos fundamentais e dos princípios de justiça e devido processo legal consagrados em nossa Constituição", afirmou a instituição bancária.
A Associação Bancária reiterou seu compromisso de continuar participando ativamente de qualquer diálogo que contribua para a aprovação rápida e eficaz do referido projeto de lei, que considera de importância transcendental para o país, o sistema financeiro nacional e seus usuários.




