SANTO DOMINGO– A Associação Bancária Múltipla da República Dominicana (ABA) declarou ontem que as medidas de estímulo monetário estão cumprindo seu objetivo de financiar os setores produtivos e as famílias, "um aspecto em que o setor bancário atuou em conformidade com as disposições das autoridades monetárias, a demanda do mercado financeiro e as necessidades dos usuários".
Ele explicou que as medidas recentes devem iniciar um processo gradual de redução das taxas de juros ativas, com um efeito positivo em todos os setores da economia.
"Devido ao impacto das medidas, prevê-se que desta vez o canal de transmissão seja alcançado mais rapidamente do que em ocasiões anteriores, a fim de reduzir os custos", acrescentou.
A taxa de juros ativa refere-se à porcentagem que uma instituição financeira cobra de empresas ou indivíduos sobre os saldos devedores de financiamentos recebidos (cartões de crédito, empréstimos, etc.). Em outras palavras, refere-se ao pagamento que os tomadores de empréstimo devem fazer ao banco pelo uso do dinheiro.
A ABA lembrou que as recentes medidas tomadas pelo Banco Central para acompanhar a redução da taxa básica de juros com "fortes estímulos de liquidez" de 119 bilhões de pesos, disponibilizados a partir de 18 de junho, visam revitalizar a economia, "após ter alcançado com sucesso o retorno da inflação à meta de 4 ± 1% em menos tempo do que o esperado".
Em um comunicado à imprensa, a associação bancária informou que ainda restam 59 bilhões de pesos a serem aplicados, de um total de 119 bilhões de pesos destinados ao financiamento de famílias e setores produtivos com taxas não superiores a 9,0% ao ano, os quais serão desembolsados conforme a demanda por crédito para os fins a que se destinavam.
Esses recursos correspondem a 34 bilhões de pesos liberados da reserva legal e a mais 25 bilhões de pesos provenientes de linhas de crédito de liquidez rápida (FLR).
Com relação aos 60 bilhões de pesos disponibilizados pelo Banco Central por meio de linhas de crédito de liquidez rápida, ele explicou que, desses recursos, 30 bilhões de pesos foram destinados exclusivamente à gestão da liquidez de diversos bancos, a fim de acelerar a redução das taxas de juros.
O sindicato especificou que, dos 30 bilhões de pesos restantes, "como explicou o próprio órgão regulador", 62% foram canalizados por entidades de intermediação financeira para o setor de comércio e micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), seguidos por 16% para o setor manufatureiro e 15% para o setor da construção civil.
Ele indicou que os recursos não foram concedidos para consolidar ou reduzir dívidas existentes, mas sim para novos empréstimos que impulsionem as vendas e os vínculos entre consumo e produção, como tem sido feito pelo setor bancário.




