SANTO DOMINGO– O diretor executivo do Instituto Nacional de Proteção dos Direitos do Consumidor (Pro Consumidor) informou que 70% das reclamações recebidas pela instituição correspondem a queixas sobre irregularidades no setor da construção civil, especialmente relacionadas a fraudes, vícios ocultos, cláusulas abusivas em contratos e outras questões que afetam empreendimentos imobiliários.
Eddy Alcántara destacou que, devido a essa situação, a entidade encaminhou ao Ministério Público, nos últimos meses, mais de 60 processos relacionados a empresas de construção acusadas de fraude.
O funcionário citou, entre esses processos, o caso Guepardo, que afeta dezenas de pessoas dentro e fora do país, e cujos principais réus estão em prisão preventiva aguardando um possível julgamento.
“Precisamos contratar o máximo possível de profissionais e técnicos nessa área”, disse ele.
Ele indicou que as queixas não se limitam a fraudes e defeitos de construção em projetos imobiliários.
Ele disse que também recebem reclamações sobre abusos em cláusulas contratuais, onde por vezes o consumidor aceita ajustes derivados da inflação, mas a construtora excede esses acordos, prejudicando o comprador do imóvel.
A este respeito, afirmou que o Conselho de Administração da Pro Consumidor aprovou uma escala de indexação baseada em dados do Banco Central e do Instituto Nacional de Estatística (ONE), a fim de garantir que apenas os ajustes de preços correspondentes sejam aplicados.
Alcántara explicou que a implementação do Cadastro de Fornecedores de Imóveis busca oferecer aos consumidores a oportunidade de verificar o histórico de cada construtora, permitindo-lhes garantir a segurança do seu investimento antes de realizá-lo.
“Vamos dar ao fornecedor a oportunidade de verificar o histórico de cada empresa que lhe oferece um produto, se teve conflitos legais, se teve problemas com a Agência de Proteção ao Consumidor, se teve atrasos na entrega ou se teve a oportunidade de atender um cliente e acabou vendendo o produto duas ou três vezes”, assegurou.
O diretor da agência de defesa do consumidor explicou que este projeto será apresentado a todas as construtoras e seus órgãos reguladores.




