Disseram que as promessas de campanha podem ser soterradas por procedimentos inúteis e desculpas administrativas.
SANTO DOMINGO– Após a declaração do presidente Luis Abinader durante o programa "La Semanal con la Prensa" na segunda-feira, 11 de agosto, de que o país deve continuar a ser melhorado e que "tudo deve ser enfrentado de frente", o grupo de engenheiros contratados que há mais de duas décadas exige o pagamento de projetos concluídos convidou o presidente a iniciar sua cruzada quitando essa dívida, que totaliza quase 400 milhões de pesos.
Citando as conquistas dos seus primeiros cinco anos de mandato, o chefe de Estado afirmou, no tradicional encontro com a imprensa, que na República Dominicana tudo deve continuar a ser aprimorado e "tudo deve ser enfrentado" se o objetivo for avançar rumo ao desenvolvimento econômico e social sustentável.
A este respeito, o Comitê Institucional Codiano (CIC) instou o governador a "começar por resolver a antiga dívida de 390 milhões de pesos que o Estado tem com as empreiteiras agrupadas nessa entidade".
O arquiteto Emiliano Familia e o engenheiro Miguel Liberato, diretores da CIC, afirmam que, nos cinco anos da atual administração, “ a dívida antiga não foi o foco, mas sim os empreiteiros que aguardam há muitos anos o pagamento por obras entregues, recebidas e utilizadas pelo Estado”.
Em comunicado, afirmaram que, enquanto bilhões estão sendo alocados a questionáveis e não urgentes, "nossas reivindicações permanecem presas em um labirinto de observações e no escândalo de documentos desaparecidos de arquivos públicos, sem que uma única pessoa seja responsabilizada".
Os profissionais indicaram que o país precisa de coerência entre discurso e ação, após enfatizarem que, se o lema é "atacar tudo", ele também deve ser aplicado para fazer justiça àqueles que construíram este país e que hoje são vítimas do abandono institucional.
Familia e Liberato entendem que a coerência exige que as questões em que a administração de Abinader falhou , como o pagamento dos 390 milhões de pesos que o Estado deve a 92 empreiteiras da CIC, também sejam abordadas
Eles afirmaram que “não fazer isso prejudica a segurança jurídica, mina a confiança nas instituições e envia uma mensagem perigosa: a de que as promessas de campanha podem ser enterradas sob procedimentos inúteis e desculpas administrativas”.




