SANTO DOMINGO– O setor da construção civil continua sendo um dos principais geradores de emprego e um dos motores da economia dominicana. No entanto, a Pesquisa Nacional de Atividade Econômica (ENAE) de 2025 mostra que ele ainda fica atrás de outras atividades produtivas quando se comparam os salários médios recebidos por seus trabalhadores.
Os resultados publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (ONE) mostram que, em 2024, os maiores salários médios mensais corresponderam ao Mineração e Extração, com RD$ 76.136,48, seguido pelo setor de Fornecimento de Eletricidade, Gás, Vapor e Ar Condicionado, com RD$ 68.863,20. Em contrapartida, os demais setores econômicos, incluindo a construção civil, registraram salários médios inferiores a RD$ 50.000 por mês.
A disparidade salarial representa um dos desafios enfrentados pela indústria da construção civil: competir por mão de obra qualificada em um mercado de trabalho onde outras atividades oferecem níveis de remuneração mais elevados.
Um desafio para atrair talentos
Nos últimos anos, construtoras, empreiteiras e associações do setor têm alertado para a dificuldade em encontrar mão de obra qualificada em áreas como alvenaria, carpintaria, eletricidade, soldagem e operação de equipamentos pesados.
Embora a ENAE não analise as causas dessa situação, os dados mostram que a construção civil permanece longe dos setores mais bem remunerados do país, condição que pode influenciar a capacidade de atrair e reter trabalhadores qualificados.
A disponibilidade de mão de obra é um elemento fundamental para o ritmo de execução de projetos residenciais, turísticos e de infraestrutura pública, especialmente em um contexto em que a demanda por novas construções continua a crescer.
Um setor dominado por homens
O relatório também confirma outra característica histórica da atividade de construção.
A construção civil está entre os setores com maior participação masculina no emprego formal dominicano, ultrapassando 74% do total de trabalhadores durante os anos analisados.
Essa realidade reflete o fato de que a incorporação de mulheres em funções técnicas e operacionais continua limitada, embora nos últimos anos tenha havido uma maior presença feminina nas áreas de engenharia, arquitetura, supervisão de construção e gestão de projetos.
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