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ADITOP: associação de empresários comprometidos com a transformação de La Otra Banda na zona leste

PUNTA CANA – Às sete da noite, quando as luzes do salão de baile do Marriott Downtown Punta Cana iluminaram os trajes formais, as conversas e a expectativa, ficou claro que aquele não era um encontro comum. Não era apenas um lançamento. Era, como seria declarado mais tarde no palco, o início de uma iniciativa que busca redefinir o cenário de desenvolvimento na região leste do país.

Ali, entre empresários, autoridades, promotores imobiliários e meios de comunicação, nasceu oficialmente a Associação de Turismo e Promotores Imobiliários de La Otra Banda Punta Cana (ADITOP), uma estrutura que reúne os principais atores que atualmente impulsionam o crescimento daquela região.

Quem são os membros do conselho?

O conselho é composto por líderes empresariais que há anos impulsionam o desenvolvimento imobiliário e turístico da região: Ismael Rubio Marcovich, presidente (CEO Huacachina Inversiones e Inmobiliaria); Hernando Gómez, vice-presidente (gerente de PMO da Desarrolladora Cruise On Land); Joan González, secretário geral (CEO Farallón Punta Cana); Pedro Romero, tesoureiro (CEO do Larimar City & Resort); Rubén Castillo, diretor de relações públicas (CEO da INMOGEST); e Juan Romero, consultor imobiliário (CEO da Larimar City & Resort).

Mas, para além das posições, o que foi apresentado foi um interesse comum: organizar um crescimento que já está acontecendo com a implementação de macroprojetos que irão transformar esse território. 

Uma cidade que já está em construção

Antes mesmo de se falar em associação, estatutos ou visão compartilhada, La Otra Banda já estava mudando.

Projetos como Huacachina, com mais de 11.000 casas planejadas; Cruise On Land, que ultrapassa 4.000; e Larimar City, com mais de 30.000 unidades, não são promessas de longo prazo: são sinais concretos de uma expansão acelerada que está transformando aquele distrito municipal.

Esse crescimento, no entanto, traz consigo uma questão inevitável: como construir uma cidade do zero sem repetir os erros dos outros?

Foi ali que o discurso deu o tom da noite.

“Hoje marca o nascimento da Associação de Incorporadoras Imobiliárias Turísticas do Outro Lado de Punta Cana. Esta associação não é apenas um acordo comercial, é um pacto de responsabilidade”, afirmou Ismael Rubio Marcovich, presidente da ADITOP.

Ele não estava falando apenas de projetos. Ele estava falando de consequências.

“O crescimento descoordenado gera custos, congestionamento nas linhas, serviços insuficientes, descumprimento de regulamentações e perda de oportunidades”, alertou ele.

Infraestrutura: a dívida que impulsiona o desenvolvimento

A palavra infraestrutura não surgiu como um conceito técnico, mas como uma urgência compartilhada.

Rubio foi direto ao abordar um dos pontos mais sensíveis do crescimento da região:
"La Otra Banda precisa de estradas que conectem as comunidades, que facilitem o trânsito de seus moradores, que suportem o volume de turistas e a atividade econômica... estradas que descongestionem Verón e que conectem o aeroporto a toda a região", disse ele.

Ele não apresentou isso como uma projeção distante, mas como uma necessidade imediata.

Nesse contexto, o anúncio do boulevard turístico que liga La Otra Banda à Autovía del Coral já não é visto como um projeto isolado. A via de quatro faixas visa conectar essa área ao corredor turístico Verón-Punta Cana e aliviar a pressão sobre as rotas existentes, cada vez mais congestionadas.

O projeto, promovido pela ADITOP em conjunto com a câmara municipal, faz parte de uma visão mais ampla: preparar o território para o crescimento que já está em curso.

Porque, se algo ficou claro durante o evento de lançamento, é que o que está por vir é significativo. Os empreendimentos vinculados à parceria abrangem mais de 50.000 unidades, incluindo residências, espaços comerciais e projetos turísticos, com investimentos que ultrapassam US$ 6 bilhões.

Mais do que turismo: uma cidade em formação

Durante seu discurso, Hernando Gómez, vice-presidente da ADITOP e gerente de PMO da Cruise On Land, ampliou o foco: “Não estamos pensando em um território, estamos pensando em uma cidade global, com um alto padrão”, afirmou.

A declaração marca uma ruptura com a ideia tradicional de Punta Cana como um destino exclusivamente turístico. A proposta atual prevê uma cidade que combine atividades residenciais, comerciais, industriais e turísticas sob uma estratégia de desenvolvimento unificada.

“Queremos gerar um desenvolvimento comunitário sustentável… alinhado com o que é necessário em saneamento básico, segurança, infraestrutura viária e compromisso social”, acrescentou Gómez.

Nesse ponto, o discurso deixou de girar em torno de projetos individuais e começou a falar sobre território.

O momento internacional e a oportunidade

Se a infraestrutura define o presente, o contexto global parece moldar o futuro.

“Nos próximos 10 anos, 30 milhões de pessoas se aposentarão. É uma oportunidade única”, explicou Juan Andrés Romero, consultor imobiliário da ADITOP e CEO da Larimar City & Resort.

A projeção aponta para um novo tipo de investidor: aquele que não apenas visita, mas se estabelece. Aquele que compra, vive e movimenta capital constantemente.

“Estamos falando de centenas de milhões de dólares por mês… será um dos maiores investimentos estrangeiros na República Dominicana”, afirmou.

Mas atrair esse perfil envolve mais do que apenas construir casas. “Em La Otra Banda, temos a oportunidade de fazer tudo do zero. E, fazendo do zero, podemos fazer direito”, disse Romero.

Uma aliança para gerir o crescimento

A presença do prefeito do distrito municipal, Alexander Rodriguez, reforçou uma ideia que permeou toda a noite: o desenvolvimento não pode ser sustentado sem coordenação.

O objetivo é criar uma parceria entre os setores público e privado e a comunidade que permita um crescimento planejado, em vez de improvisado.

Nesse contexto, a ADITOP se posiciona como um ponto de encontro: um espaço onde os incorporadores não apenas constroem, mas também participam da organização do território.

O início de uma transformação

Ao final do evento, quando os discursos terminaram e as conversas voltaram a preencher a sala, a sensação era clara: o importante não era o evento em si, mas o que ele representava.

Porque La Otra Banda deixou de ser apenas uma zona de expansão.

É um território onde se tenta construir uma cidade do zero, com tudo o que isso implica: decisões que moldarão o seu desenvolvimento, tensões entre crescimento e ordem, e um investimento que não para.

“Este lançamento é um marco, mas não é uma chegada, é uma partida”, disse Rubio.

E em meio a um desenvolvimento que está superando o próprio planejamento, essa frase persistiu. Porque o que começou naquela noite não foi uma celebração; foi o ponto de partida para uma cidade que ainda está se definindo.

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Luisa Saldaña
Luisa Saldaña
Jornalista com experiência em mídia digital e impressa. Estudante de Direito com interesse em desenvolvimento econômico e questões que conectam negócios, cidade e sociedade. Para mim, escrever é uma forma de investigar e compreender o mundo ao nosso redor.
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