Construção residencial : O que está impulsionando os empréstimos bancários? Os financiamentos imobiliários cresceram 11,4%.

O que está impulsionando os empréstimos bancários? Os empréstimos hipotecários cresceram 11,4%

SANTO DOMINGO– O financiamento para compra de imóveis residenciais continua apresentando um crescimento dinâmico no sistema financeiro dominicano. No primeiro trimestre de 2026, a carteira de empréstimos hipotecários registrou um crescimento anual de 11,4%, superando outros segmentos bancários.

De acordo com o relatório trimestral mais recente sobre o desempenho do sistema financeiro, divulgado pela Superintendência de Bancos (SB), o aumento do crédito imobiliário foi um dos principais fatores que impulsionaram a expansão da carteira de empréstimos, que atingiu RD 2,42 trilhões no final de março.

A publicação indica que o sistema financeiro adicionou RD$ 179.225 milhões em empréstimos em comparação com o mesmo período do ano anterior, representando um crescimento nominal de 8%. Dentro desse resultado, os empréstimos comerciais aumentaram 9,4%, enquanto os empréstimos hipotecários lideraram a expansão com um aumento de 11,4%.

Os setores imobiliário e bancário mantêm uma tendência positiva

Segundo o Banco Central, o comportamento da carteira de crédito imobiliário ocorre em um contexto de crescimento geral do sistema financeiro, cujos ativos totais atingiram RD 4,28 trilhões em março de 2026, o que equivale a uma expansão anual de 9,2%.

O relatório atribui esse desempenho ao comportamento favorável da carteira de empréstimos, dos investimentos e da disponibilidade de fundos, indicadores que refletem a capacidade do sistema de continuar direcionando recursos para os setores produtivos e para o financiamento imobiliário.

Em relação às condições de mercado, a taxa de juros ativa média ponderada de vários bancos encerrou março em 13,28%, enquanto a taxa passiva ficou em 6,28%.

Solidez financeira e baixa inadimplência

O banco também destacou que o sistema financeiro mantém fortes indicadores de adequação de capital e qualidade da carteira. No final de março, a solvência situava-se em 18,76%, bem acima do mínimo regulamentar, enquanto o capital técnico ajustado atingiu RD$ 530.308 milhões, representando um aumento homólogo de 12,6%.

Em termos de risco de crédito, a inadimplência continuou sua tendência de queda, atingindo 1,92%, com uma carteira de crédito em atraso de RD$ 46.499 milhões. A inadimplência em situação de estresse financeiro ficou em 7,80%, e o índice de empréstimos não performáticos atingiu 4,8%.

Segundo a entidade supervisora, as instituições financeiras obtiveram lucros líquidos de RD 24.092 milhões durante o período analisado, com um retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de 17,72% e um retorno sobre os ativos (ROA) de 2,28%.

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Luisa Saldaña
Luisa Saldaña
Jornalista com experiência em mídia digital e impressa. Estudante de Direito com interesse em desenvolvimento econômico e questões que conectam negócios, cidade e sociedade. Para mim, escrever é uma forma de investigar e compreender o mundo ao nosso redor.
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