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O Governo delineia seu roteiro para 2026, priorizando infraestrutura, educação, saúde, habitação e segurança

Orçamento, investimento público e gastos sociais são as prioridades definidas pelo Executivo em um Conselho de Ministros ampliado, que serviu para alinhar metas, projetos e setores estratégicos em um contexto de pressão política por resultados e eficiência.

SANTO DOMINGO – O governo dominicano definiu ontem suas principais de investimento e gestão para 2026, com foco no orçamento, projetos de investimento público e gastos sociais, com ênfase em infraestrutura, educação, saúde, habitação e segurança.

A medida foi estabelecida após a do Conselho de Ministros, presidida pelo presidente Luis Abinader, convocada para alinhar planos institucionais, objetivos presidenciais e alocação de recursos, segundo informações divulgadas pela Presidência da República e pelo Ministério da Presidência.

A reunião, realizada no Palácio Nacional, serviu como um espaço de coordenação estratégica para o Poder Executivo, no qual ministros e diretores analisaram as prioridades setoriais e os mecanismos de monitoramento, no que o Governo apresenta como seu roteiro para 2026, de acordo com declarações oficiais.

Orçamento: a base

O foco central do planejamento governamental para 2026 é o Orçamento Geral do Estado, aprovado e submetido ao Congresso, com um montante de cerca de RD$ 1,84 trilhão, segundo dados oficiais do Ministério das Finanças e da Presidência da República.

O governo concentra uma parcela significativa dos gastos em serviços sociais e projetos de investimento, mantendo a estabilidade macroeconômica como princípio, definida pelo próprio Executivo como condição inegociável para o crescimento e a atração de investimentos.

Segundo informações oficiais, a proposta orçamentária busca assegurar que as prioridades políticas se traduzam em implementação efetiva, uma das principais reivindicações da população e um dos pontos recorrentes de crítica da oposição política nos últimos meses.

Investimento: infraestrutura, habitação e serviços básicos

Em segundo lugar em importância, o Governo prioriza projetos de investimento público, especialmente em infraestrutura, água potável, saneamento, transporte e habitação, com um objetivo de duplo impacto: impulsionar a economia e gerar empregos, ao mesmo tempo que melhora a qualidade de vida da população.

O Ministério da Presidência e o Ministério da Habitação, Habitat e Edificações estão entre as instituições incumbidas de executar projetos-chave de desenvolvimento urbano e habitação social, com ênfase na redução do déficit habitacional, estimado em mais de 1,4 milhão de unidades, e no fortalecimento da coesão territorial, de acordo com documentos oficiais de planejamento do governo.

Quadro de monitoramento e avaliação

O Conselho de Ministros alargado permitiu também o acompanhamento dos chamados objetivos presidenciais, que servem de roteiro interno do Governo para o período 2024-2028. Estes objetivos orientam a alocação de recursos, priorizam projetos e servem para avaliar o desempenho institucional, conforme explicado pela Presidência em comunicações anteriores.

O Executivo busca que cada ministério vincule seu planejamento e orçamento a esses objetivos, com mecanismos de monitoramento que permitam mensurar o progresso e corrigir os desvios, em resposta às demandas por maior eficiência e prestação de contas.

Educação: maior peso nos gastos sociais

A educação continua sendo a principal prioridade, recebendo a maior alocação orçamentária. O Ministério da Educação responde por uma das maiores parcelas dos gastos públicos, em consonância com o compromisso de longa data de destinar uma porcentagem significativa do orçamento a esse setor, segundo dados oficiais incluídos na proposta orçamentária e divulgados pelo Governo.

As prioridades incluem infraestrutura escolar (com impacto na construção), qualidade do ensino e fortalecimento do sistema público, aspectos considerados estratégicos para o desenvolvimento do capital humano e a competitividade do país.

Segurança e saúde: sensibilidade social e econômica

A segurança cidadã e a saúde pública completam o núcleo das prioridades sociais do Executivo.

Em termos de segurança, o Governo mantém o seu compromisso com a reforma policial e a modernização dos sistemas de prevenção e controlo, temas recorrentes nas reuniões do Conselho de Ministros e nas declarações oficiais do Presidente Abinader.

Para além do seu impacto direto na convivência e na perceção pública, a segurança ocupa um lugar estratégico no roteiro do Governo devido à sua relação com a proteção do investimento.

Do ponto de vista do Executivo, a estabilidade e a segurança cidadã são condições necessárias para garantir a continuidade dos projetos de infraestrutura, o desenvolvimento imobiliário e a atração de investimentos privados, tanto nacionais quanto estrangeiros, uma abordagem que tem sido reiterada em comunicações oficiais da Presidência e em propostas do Gabinete de Segurança.

Na área da saúde, o orçamento inclui recursos para fortalecer a rede hospitalar e expandir a cobertura dos serviços, uma linha de ação que o Executivo reiterou como essencial para reduzir as lacunas e responder às demandas sociais persistentes.

Resultados sob escrutínio

A definição deste roteiro para 2026 surge num contexto político marcado pelo escrutínio da capacidade do governo de executar, e não apenas de planear. Setores da oposição e analistas questionam a lentidão ou o alcance de alguns programas, enquanto o Executivo insiste que a coordenação interinstitucional e o controlo das despesas serão fundamentais nesta nova fase.

Abinader busca fortalecer a implementação de políticas públicas e, assim, responder às perguntas dos setores da oposição sobre a eficiência e a transparência do governo, além de enviar um sinal de ordem, alinhamento e foco em resultados, colocando o orçamento, o investimento e os gastos sociais como pilares centrais de sua estratégia econômica e política.

As prioridades definidas neste Conselho de Ministros alargado traduzem-se em mandatos obrigatórios para todas as instituições, indicando uma intenção de centralizar e tornar a gestão pública mais rigorosa durante o resto do mandato.

Em termos políticos, isso também é interpretado como um esforço para fortalecer a legitimidade do Executivo e demonstrar resultados tangíveis em setores-chave como educação, saúde e segurança, áreas com impacto direto na percepção dos cidadãos sobre a gestão do Estado.

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Solangel Valdez
Solangel Valdez
Jornalista, fotógrafa e especialista em relações públicas. Aspirante a escritora, leitora, cozinheira e viajante.
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