SANTO DOMINGO- A Ministra de Obras Públicas e Comunicações, Deligne Ascención, anunciou ontem o lançamento de um programa abrangente para a reconstrução e ampliação da rodovia 6 de Noviembre, que incluirá a aplicação de 459.900 metros quadrados de concreto asfáltico a quente de 10 cm em toda a extensão da via e a fresagem de 5 a 15 cm de asfalto em 57.100 metros quadrados.
Ascención destacou que a obra também inclui o alargamento de todas as pontes desta importante estrada, de 4 para 6 faixas, bem como a construção de cinco faixas de retorno operacionais e o fechamento de travessias ilegais.
Ele também anunciou que duas passarelas para motociclistas e pedestres serão construídas no cruzamento da Rua 6 de Novembro com a extensão da Avenida 27 de Fevereiro, completando o trevo nordeste no cruzamento com o anel viário de Santo Domingo, bem como o acesso ao cruzamento de Hatillo.
“Da mesma forma, os 21 quilômetros desta estrada serão iluminados em ambos os sentidos para garantir a segurança de seus usuários, em uma área onde importantes empresas industriais e comerciais, bem como assentamentos humanos, estão localizados”, destaca um comunicado à imprensa.
Ele afirmou que a rodovia 6 de Noviembre, que liga a Grande Santo Domingo a 10 províncias nas regiões Sul e Sudoeste, registra um tráfego diário médio anual de 294.942 veículos.
“De 2021 a 2022, uma média de 172 pessoas morreram em acidentes de trânsito e 195 ficaram feridas, com um prejuízo econômico para o país de US$ 115,60 milhões”, explicou ele.
As principais causas desse nível de insegurança nessa importante rodovia são os congestionamentos de quatro a seis faixas de tráfego nas pontes sobre Haina, Itabo, Nigua e Yubazo. Outros fatores que contribuem para o problema incluem travessias ilegais, falta de faixas de pedestres e motocicletas, excesso de velocidade, iluminação e sinalização inadequadas, entre outros, segundo um comunicado da agência.
"Para realizar todas essas obras, o MOPC concluiu 100% do levantamento topográfico, dos estudos de tráfego e segurança viária, dos estudos geotécnicos para o projeto do pavimento, incluindo a deflectometria, além de concluir os estudos geotécnicos das pontes Itabo, Nigua e Yubazo", detalha o comunicado de imprensa.
Da mesma forma, 50% desses estudos ainda estão pendentes em relação à ponte sobre o rio Haina, e também estão em andamento estudos de drenagem para toda a extensão da rodovia, bem como estudos de gestão de terras ou desapropriação, entre outros.




