SANTO DOMINGO - Lissete Delmonte, CEO do Infinity Group, defende que as agências imobiliárias dominicanas incluam um componente educacional em seus planos de participação em feiras internacionais, especialmente para a diáspora dominicana que, embora ansiosa para investir em seu país, às vezes demonstra desconfiança em dar esse passo.
Assessoria jurídica, hipotecária e imobiliária são os três componentes que um consultor imobiliário experiente recomenda que estejam presentes durante as apresentações de imóveis para fortalecer a confiança e oferecer segurança aos potenciais compradores.
“Existem três etapas fundamentais: assessoria jurídica, hipotecária e imobiliária. Com essas três etapas, quem vai investir o fará com segurança; é muito difícil para alguém que segue essas três etapas fracassar”, afirma a assessora, que em 2024 comemora 25 anos ligada ao setor imobiliário, 21 dos quais dedicados à participação em feiras internacionais.
Ele recomenda que, em um momento em que as feiras internacionais se tornaram moda para as marcas imobiliárias nacionais, seja necessário incluir o processo educativo voltado para a diáspora, além da reformulação da estrutura da construtora, elemento que ele considera fundamental para a satisfação do cliente.
“As construtoras que oferecem a garantia de que concluirão os projetos são essenciais porque, embora não haja responsabilidade criminal, existe uma obrigação moral a cumprir para com os clientes, o público, o país e a diáspora. Portanto, é preciso garantir que o projeto que se leva para o exterior seja finalizado, para que os investidores tenham garantias e vejam os frutos do seu trabalho”, enfatiza em entrevista ao El Inmobiliario.
Com 12 anos de experiência na organização de sua feira anual "Dream Home" no mercado norte-americano, sob a marca Infinity Group, Delmonte afirma contar com uma equipe de profissionais capacitados para responder às dúvidas da diáspora sobre a compra de imóveis.
Ele enfatiza que as feiras comerciais servem para promoção, não para vendas rápidas, e que é um processo que leva de seis meses a um ano. "Trabalhamos com convites, promoção durante o evento e acompanhamento posterior com nossa lista de clientes potenciais, e tem sido fantástico.".
Ele enfatiza que muitas pessoas compram imóveis sem a devida assessoria, guiadas por pessoas que não são adequadas nem qualificadas.
“Precisamos ensinar aos compradores da diáspora os passos legais que precisam seguir. Por exemplo, quando fazemos o programa 'Casa dos Sonhos', incluímos uma palestra jurídica com um advogado para o membro da diáspora que vai investir. Outra parte importante é o financiamento imobiliário, um aconselhamento real para que eles tenham uma compreensão concreta das taxas de juros no nosso país, além do aspecto imobiliário, que é o nosso ponto forte”, insiste o executivo.
No caso dele, acrescenta, ele frequenta feiras internacionais desde 2003 e pode testemunhar "que a diáspora está ansiosa para investir em projetos seguros, por isso me entristece tanto quando certos vigaristas vêm vender um sonho que não será realizado, porque isso afeta a todos nós: o país, o setor imobiliário e a construtora", afirma.




