SANTO DOMINGO. Diante dos efeitos do aquecimento global, a República Dominicana está cada vez mais vulnerável a fenômenos naturais extremos, como furacões, inundações e secas. Nesse contexto, é essencial discutir e implementar um plano para enfrentar esses desafios nos próximos anos.
foi realizadoEmergência Climática: Ação Imediata para uma República Dominicana Mais Sustentável, organizado pelo Instituto Tecnológico de Santo Domingo (INTEC) e pela ACCIONA, empresa líder no desenvolvimento e gestão de infraestrutura resiliente e soluções em energias renováveis. O evento ocorreu no Auditório da Previdência Social, no campus do INTEC, e teve como foco as conclusões da recente Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP29) e como elas se traduzem em estratégias aplicáveis ao contexto dominicano.
“Acelerar a transição para uma energia justa e desenvolver infraestrutura sustentável é fundamental para mitigar os efeitos das mudanças climáticas. Isso exige novos projetos que renovem e adaptem o setor da construção civil a essa realidade. A infraestrutura climática, como a relacionada à energia, ao transporte e à economia circular, representa uma oportunidade de avançar rumo à descarbonização por meio da colaboração público-privada”, afirmou Ángel Llorente, Diretor de Desenvolvimento de Negócios para o México, América Central e Caribe na divisão de Infraestrutura da ACCIONA.

Representantes das entidades envolvidas. (FONTE EXTERNA).
Enquanto isso, o reitor do INTEC, Julio Sánchez Maríñez, enfatizou a necessidade urgente de ação coordenada diante dos riscos climáticos que afetam o país. “A República Dominicana precisa de um esforço conjunto em vários setores para enfrentar efetivamente os efeitos das mudanças climáticas na ilha. Em consonância com sua missão, nossa universidade estará sempre pronta para contribuir com seus especialistas, experiência e capacidade de pesquisa nessa área.”.
Lucy Peralta, diretora de desenvolvimento de negócios para o México e a América Central da ACCIONA Energía, mencionou que, embora o país tenha uma baixa contribuição para as emissões de carbono, instituições como o Banco Mundial enfatizam a necessidade urgente de promover um desenvolvimento mais sustentável para evitar danos econômicos, combater o desmatamento e fomentar o progresso social. Além disso, segundo o Banco Mundial, alcançar 70% dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas exige investimentos significativos em diversos tipos de infraestrutura.
Durante o dia, o Ministro do Meio Ambiente e Recursos Naturais, Paíno Henríquez, abordou a questão do manejo sustentável do solo e a importância do combate à desertificação nas regiões mais vulneráveis do país.
Durante o debate, os demais participantes também discutiram soluções científicas em áreas como descarbonização, gestão hídrica e economia circular. Analisaram ainda as reformas e estratégias de investimento necessárias para criar infraestruturas resilientes que ajudem a mitigar os efeitos adversos das mudanças climáticas no país.
O primeiro painel, intitulado “O Caminho para a Sustentabilidade”, foi moderado pela Vice-Reitora de Administração e Finanças do INTEC, Alliet Ortega, e contou com a participação de Milagros de Camps, Diretora de Sustentabilidade do Grupo Interenergy; Lucy Peralta, Diretora de Desenvolvimento de Negócios para o México e América Central da ACCIONA Energía; Federico Grullón, Assessor de Transparência Climática do Conselho Nacional de Mudanças Climáticas e Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (CNCCMCL); Kathia Mejía, Diretora Executiva da Rede Nacional de Apoio Empresarial para a Proteção Ambiental (ECORED); e Lizaira Bello, Coordenadora do Doutorado em Ciências Ambientais do INTEC.

Um painel sobre infraestrutura resiliente. (FONTE EXTERNA).
O segundo painel, intitulado “Infraestruturas Resilientes para a República Dominicana”, foi moderado pelo Dr. Norberto Rojas, professor da área de Engenharia e especialista em infraestrutura do INTEC, e contou com a participação de palestrantes como: Ángel Llorente, Diretor de Desenvolvimento de Negócios para o México, América Central e Caribe da Divisão de Infraestrutura da ACCIONA; Yanelba Abreu, administradora do Projeto de Fortalecimento da Gestão de Riscos de Desastres (PROGERI-RD); e José Muñoz Montero, engenheiro e secretário-geral do Conselho Diretor da Associação de Engenheiros Químicos da CODIA.
Entre os temas discutidos, destacou-se a necessidade de adotar abordagens abrangentes para mitigar os impactos do aquecimento global, promover a sustentabilidade a longo prazo e garantir um futuro mais seguro para as gerações vindouras.




