SANTO DOMINGO– Engenheiros que, desde a posse do presidente Luis Abinader, lutam para receber US$ 385 milhões devidos pelo Estado como contratados, planejam um protesto de Natal em frente ao Ministério da Fazenda, que não cumpriu sua promessa de atender às suas reivindicações.
A resolução foi tomada pelo Movimento de Gestão do Comitê Institucional da Codia em assembleia realizada esta semana no Colégio Dominicano de Engenheiros, Arquitetos e Agrimensores (CODIA), reunião que contou com a presença do presidente da organização, Cristian Rojas, e de alguns membros da atual Diretoria.
“O objetivo da reunião era abordar a questão das dívidas pendentes de um número significativo de empreiteiras registradas com diversas instituições estaduais, bem como outros assuntos relacionados aos preparativos que estamos fazendo para garantir que a Faculdade cumpra os objetivos para os quais foi criada”, explicou o arquiteto Emiliano Familia, porta-voz do comitê.

Ele disse que também foi emitida uma resolução para realizar um protesto pacífico de Natal em frente ao Ministério das Finanças da República Dominicana, na Avenida México.
Uma longa jornada de reivindicações
O grupo de 107 profissionais da construção civil e pequenas empresas, aos quais o Estado dominicano deve RD$ 385 milhões, pede ao governo que comece a amortizar a dívida para que possam celebrar o jantar de Natal com suas famílias.
“Solicitamos que nos seja concedida a autorização para iniciar a amortização desta dívida, com um pagamento parcial já referente ao mês de dezembro, para que possamos levar um pouco de pão para nossas famílias durante estas festas de Natal, que suportaram estoicamente as dificuldades a que essas centenas de engenheiros foram submetidos ao longo destes longos anos”, declararam os demandantes em um documento.
Eles explicam que, apesar da reunião com o Vice-Ministro da Fazenda do Ministério das Finanças, Derby De los Santos, juntamente com a Diretora de Reconhecimento da Dívida, Claudia Cabral, em 2 de novembro deste ano, uma solução definitiva para o problema ainda não foi proposta.
Familia, coordenadora do CIC, especifica que em 21 de novembro receberam um telefonema da Sra. Marelys Howley, responsável pelo acompanhamento do caso, que os informou que em duas semanas seriam convocados para a primeira reunião com o vice-ministro De Los Santos, sem que nada tivesse acontecido ainda.




