SANTO DOMINGO – A resposta dominicana ao sargaço está entrando em uma nova fase, onde a pesquisa científica, a inovação tecnológica e a aplicação prática começam a convergir.
O trabalho do Instituto Tecnológico de Santo Domingo (INTEC) e da Fundação Grupo Puntacana demonstra que o país não busca apenas mitigar o impacto do sargaço, mas também integrá-lo a uma lógica produtiva.
Nessa transição, o fenômeno deixa de ser exclusivamente um problema ambiental e se torna um desafio estrutural com implicações econômicas, industriais e imobiliárias.
Além disso, o Ministério do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia (MESCyT) destinou recursos para pesquisa, com alocações que chegam a RD$ 85 milhões em 2025 para estudos sobre o sargaço.
Esses fundos refletem uma mudança de foco: da limpeza como despesa para a pesquisa como investimento.
Em direção a uma política pública
O avanço da pesquisa acadêmica e da experimentação na área está começando a ser integrado às políticas públicas dominicanas.
Em 2025, o Governo, em coordenação com a União Europeia, criou um grupo de trabalho para a valorização do sargaço, com objetivos específicos de utilização:
• Coleta de 50.000 toneladas métricas, equivalente a 5% do sargaço projetado para 2026
• Aumento para 100.000 toneladas métricas até 2027
Este esforço busca reunir universidades, o setor privado, instituições públicas e cooperação internacional com o objetivo de desenvolver uma cadeia de valor do sargaço na República Dominicana.
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