Eles afirmaram que três meses poderiam representar até RD$ 45 bilhões em pesos que não estão sendo investidos, além de mais de 60.000 empregos perdidos.
SANTO DOMINGO – O setor da construção civil dominicano solicitou na terça-feira ao Ministério do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Mimarena) que elimine os entraves e agilize o processamento de licenças, que, segundo eles, passou de 15 dias para até 6 meses, o que pode impactar o crescimento do setor este ano e limitar os investimentos.
Annerys Meléndez, presidente da Associação de Construtores e Incorporadores Imobiliários (Acoprovi), falando em nome de um grupo de entidades do setor, afirmou que os atrasos prolongados que afetam atualmente o setor da construção civil podem representar perdas significativas para um dos pilares da economia nacional.
“Antes, as licenças podiam ser obtidas em apenas 15 dias, mas agora levam entre quatro e seis meses. Nesses tipos de projetos, um atraso de três meses ou mais representa uma desaceleração do investimento no país. Calculamos, com base nas estatísticas disponíveis, que esses três meses podem representar até RD$ 45 bilhões em investimentos perdidos e mais de 60 mil empregos”, afirmou ele em uma coletiva de imprensa realizada no hotel Homewood Suites By Hilton, localizado na capital dominicana.
Meléndez informou que todos os projetos de desenvolvimento urbano, tanto residenciais quanto turísticos, estão sendo afetados e que, no caso dos projetos residenciais, aqueles nas áreas urbanas de Santo Domingo e Santiago representam 72% de todos os que estão sendo construídos no país.
“É por isso que estamos apelando a um esforço conjunto para encontrar soluções que permitam que esses projetos urbanos, turísticos e outros se beneficiem de um processo de licenciamento simplificado”, explicou ele.
Meléndez enfatizou que os desafios burocráticos que dificultam o andamento dos projetos habitacionais no país são uma preocupação para os representantes mais importantes do setor da construção civil, como a Associação de Construtores e Incorporadores de Altagracia (ADECLA), a Associação de Promotores e Construtores de Habitação de Cibao (Aprocovici) e a associação que ela representa, bem como membros de diversas construtoras que participaram da reunião.

Representantes do setor da construção civil solicitaram ao Ministério do Meio Ambiente a agilização da emissão de licenças. (Fonte externa).
O engenheiro Meléndez destacou a urgência de resolver definitivamente as demoras nos processos administrativos e nos prazos de processamento do Ministério do Meio Ambiente, bem como de estabelecer regulamentações para o processo de avaliação ambiental que sejam adequadas às necessidades do setor.
As entidades questionaram o documento de política para a gestão do processo de avaliação de impacto ambiental, que, segundo elas próprias, inclui prazos de resposta e requisitos desnecessários que não atendem às necessidades do setor.
Eles afirmaram que é essencial abordar esses obstáculos não apenas por causa do impacto que causam no setor da construção civil, mas também devido às repercussões negativas na competitividade, no ambiente de negócios, na geração de empregos e nos investimentos em nível nacional.
“Esses atrasos no processamento de projetos no Ministério do Meio Ambiente postergam o início da construção e afetam o desenvolvimento dos projetos, encarecendo a habitação e impedindo que milhares de dominicanos tenham acesso a uma moradia digna.”.
Eles afirmaram que o setor da construção civil continua disposto a colaborar estreitamente com as autoridades ambientais para superar esses desafios, garantindo que suas ações não apenas cumpram as normas vigentes, mas também contribuam positivamente para a proteção ambiental e o progresso social.
“Historicamente, as construtoras nos procuram para encontrar soluções para a questão dos procedimentos e para garantir que sejam executados rapidamente. No último ano, embora tenhamos feito diversas iniciativas e propostas para a regulamentação vigente, não recebemos uma resposta satisfatória”, enfatizaram.




