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Famílias e governos devem prestar atenção à saúde mental, afirma o presidente do AEI

SANTO DOMINGO- Alberto Bogaert, presidente da Associação de Corretores e Empresas Imobiliárias (AEI), acredita que o país não dá a devida atenção à saúde mental da população e entende que o nível de violência observado hoje na sociedade dominicana sempre esteve latente.

"A onda de violência que estamos vivenciando sempre esteve presente; o que vemos é um aumento substancial e descontrolado, provavelmente devido a questões relacionadas ao confinamento e à incerteza da pandemia, entre muitos outros motivos", afirma o representante da mais alta organização de corretores de imóveis do país.

Ele acrescenta que a saúde mental é muito importante, e que as mesmas pessoas, famílias e governos não lhe dão a devida atenção.

Ela acredita que as escolas devem estar atentas aos problemas psicológicos das crianças para identificar mudanças futuras, o que, em sua opinião, requer uma política estatal para ser alcançado.

Bogaert pediu à população dominicana que pregasse o amor e a união familiar, a fim de pôr fim ao problema da violência na sociedade dominicana, que nos últimos dias ceifou diversas vidas em diferentes incidentes que chocaram o país.

"Como sociedade, podemos buscar refúgio na espiritualidade ou na religião, mas para acabar com esse problema, devemos pregar o amor e a união familiar com Deus no centro de nossas vidas", disse ele.

62,5% dos homicídios ocorridos na República Dominicana em 2021 estavam relacionados à violência doméstica

Dos 1.172 homicídios ocorridos na República Dominicana em 2021, 62,5% (733) foram domésticos, ou seja, aqueles que ocorrem em brigas entre cidadãos, devido a um incidente anterior, como o conhecido caso em que o artista Manuel Duncan foi morto pelo ex-presidente da Direção Nacional de Controle de Drogas (DNCD), o vice-almirante Félix Albuquerque Comprés.

Enquanto isso, os homicídios decorrentes de crimes em 2021 representaram 31,9%, as ações desconhecidas foram 5,4% e o uso excessivo da força representou 0,2%.

Em 2021, os homicídios em relações domésticas foram 11% superiores aos de 2020, quando foram registados 662 casos. 

Os dados constam do Boletim Estatístico de 2021 do Centro de Análise de Dados para a Segurança Cidadã (Cadseci) do Ministério do Interior e da Polícia, que também indica que, entre os casos do ano passado, 77% foram decorrentes de brigas e desavenças, conforme publicado pelo Diario Libre.

O relatório indica que as mortes ocorridas em circunstâncias criminais totalizaram 374 em 2021, um aumento de 45%, ao contrário do ano de 2020, em que foram registrados 258 desses eventos fatais.

Finjus alerta para o colapso social

A Fundação Institucionalismo e Justiça (Finjus) deplorou ontem o clima de violência no país, onde maridos agridem esposas e pais estupram suas filhas. O vice-presidente executivo da organização, Servio Tulio Castaños Guzmán, afirmou que o que o Estado pode fazer é uma coisa, mas a educação familiar é outra. Ele lamentou os casos de violência em que maridos agridem suas esposas.

Fim de semana trágico

As reflexões dos líderes consultados surgem dos trágicos acontecimentos das últimas horas no país, em que o comunicador Manuel Duncan morreu pelas mãos de um ex-presidente da Direção Nacional de Controle de Drogas (DNCD), além de um agente policial ter assassinado três mulheres, incluindo sua ex-esposa, no município de Los Alcarrizos, entre outros atos de violência.

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