SANTO DOMINGO -A Superintendência de Bancos (SB) anunciou nesta quinta-feira que realizará um projeto piloto para apoiar entidades de intermediação financeira, com o apoio do Grupo Banco Mundial, a fim de classificar carteiras de empréstimos de acordo com os setores e atividades estabelecidos na Taxonomia Verde da República Dominicana.
A importância desta iniciativa reside no papel fundamental que as entidades podem desempenhar na promoção da transição verde da economia do país, graças à canalização eficaz de recursos para projetos menos prejudiciais ao planeta, destaca um comunicado de imprensa da entidade.
Em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado todo dia 5 de junho, o SB, em colaboração com o Grupo Banco Mundial, realizou um workshop sobre Taxonomia Verde e gestão de riscos ambientais e sociais.
O comunicado de imprensa enfatiza a importância de destacar que a Taxonomia Verde da República Dominicana foi liderada pela Superintendência do Mercado de Valores Mobiliários, com a colaboração do Ministério do Meio Ambiente e outras entidades, com assistência técnica da Corporação Financeira Internacional (IFC), membro do Grupo Banco Mundial, e com recursos da Espanha e do programa FIAS.
"A Taxonomia Verde é um sistema para identificar e classificar atividades e ativos econômicos que contribuem substancialmente para o alcance dos objetivos ambientais e climáticos do país. Ela foi concebida como uma ferramenta para promover o financiamento de projetos menos prejudiciais ou com impacto neutro no planeta.".
A Superintendência destaca que, como etapa preliminar para a criação do projeto piloto, com o apoio da IFC, realizou um levantamento diagnóstico em 43 entidades supervisionadas, a fim de determinar o nível de gestão dos riscos climáticos, ambientais e sociais que as entidades vêm implementando e conhecer a situação das finanças verdes no país.
Segundo a pesquisa, 88% dos conselhos de administração e/ou da alta gerência reconhecem que as questões ambientais e as mudanças climáticas são relevantes e têm um impacto financeiro significativo, positivo ou negativo.
No entanto, apenas 44% das entidades consultadas designaram uma pessoa responsável (comissão, área ou colaborador) pela implementação de ações de gestão ambiental e 32% possuem uma política que incorpora explicitamente as questões climáticas no planejamento estratégico, nos modelos de negócios, no planejamento financeiro e em outros processos.
Oficina
Os resultados da pesquisa foram apresentados pelo Diretor de Monitoramento de Riscos do SB, Carlos Rijo, durante o workshop sobre Taxonomia Verde e Gestão de Riscos Ambientais e Sociais.
O evento ocorreu no hotel JW Marriott, com a participação de autoridades locais, especialistas nacionais e internacionais, bem como representantes de instituições financeiras.
O discurso de abertura foi proferido pelo prefeito de Bancos, Julio Caminero, que enfatizou a necessidade de a sociedade como um todo abordar a emergência climática e contribuir para mitigar seu impacto a partir de diversas áreas de atuação.
Entretanto, Rodrigo Pereira Porto, consultor sênior do Banco Mundial, destacou a alta vulnerabilidade da República Dominicana aos efeitos das mudanças climáticas, devido à sua condição de Estado insular.
Vishwas Vidyaranya, consultor técnico da IFC e cofundador da Ambire Global, que participou virtualmente, afirmou que o setor financeiro é uma parte crucial da economia, tornando sua participação na taxonomia verde particularmente relevante.
Também discursaram para os presentes Enmanuel Cedeño, Superintendente do Mercado de Valores Mobiliários; Clara Fernández Martín, Conselheira Econômica e Comercial da Embaixada da Espanha; e Iván Marcel Cruz, representando o Ministério do Meio Ambiente.




