Por Pedro Ardón
El Inmobiliario
SANTO DOMINGO – O presidente da Confederação de Micro, Pequenas e Médias Empresas da Construção Civil (Copymecon), Eliseo Cristopher, saudou a recente decisão do Conselho Monetário de liberar 35 bilhões de pesos da reserva compulsória, medida que, segundo ele, representa uma importante oportunidade para impulsionar a recuperação e o crescimento do setor da construção civil, especialmente para as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs).
Durante uma conferência de imprensa realizada nesta quinta-feira, o empresário salientou que a flexibilização das políticas monetárias, que permitiu uma redução das elevadas taxas de juro que afetavam a aquisição e construção de habitações, é um passo positivo para o desenvolvimento do setor.
As taxas de juros, que haviam atingido patamares de 16% a 18%, foram reduzidas, facilitando o acesso à habitação e o financiamento de projetos de construção, afirmou ele.
“Esta medida é um sinal crucial de apoio a um setor que enfrentou desafios significativos, mas que começa a mostrar sinais de recuperação”, afirmou Cristopher. “A liberação desses fundos permite que as PMEs do setor acessem recursos a um custo mais acessível, possibilitando que elas concorram de forma mais eficaz no mercado e contribuam para a criação de empregos e o desenvolvimento econômico do país.”

Eliseo Cristopher. (FONTE EXTERNA).
Alto grau de informalidade
No entanto, apesar desse progresso, o presidente da Copymecon destacou que um dos maiores desafios enfrentados pelo setor da construção civil atualmente continua sendo o alto índice de informalidade nas empresas, ressaltando que mais de 80% operam informalmente, o que as impede de acessar financiamento em condições favoráveis, limitando sua capacidade de crescimento e profissionalização.
“A informalidade também nos torna mais vulneráveis às mudanças nas políticas trabalhistas e de imigração. Recentemente, testemunhamos a deportação de um grande número de trabalhadores haitianos, o que causou uma paralisação temporária em alguns projetos de construção. Esse fenômeno ressalta a necessidade urgente de promover a dominicanização da força de trabalho no setor, para garantir a estabilidade no emprego e um desenvolvimento mais sustentável”, afirmou o líder empresarial.
O engenheiro enfatizou que, para superar esses desafios, é essencial promover a formalização das empresas do setor e o fortalecimento da formação da mão de obra nacional.
"Precisamos criar as condições para que as empresas dominicanas se formalizem, tenham acesso a recursos financeiros adequados e treinem trabalhadores locais para que possam preencher as vagas de emprego em vez de depender de mão de obra estrangeira", disse ele.
Cristopher também enfatizou a importância de incluir micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) nos planos habitacionais do governo. Em sua visão, os projetos habitacionais têm grande potencial econômico, social e político, mas devem ser desenvolvidos em colaboração com as MPMEs, que são fundamentais para estimular o mercado de trabalho e gerar empregos em todo o país.
Ele instou as autoridades a continuarem implementando políticas que beneficiem especificamente as pequenas e médias empresas (PMEs) do setor da construção. "As PMEs são o motor da economia dominicana e é essencial que recebam apoio direto, incluindo opções de financiamento mais acessíveis e programas de assistência técnica, para que possam crescer, competir e gerar empregos de qualidade em todo o país.".




