A construção da planta de manutenção, reparo e revisão (MRO) de aeronaves localizada na Zona Franca de Punta Cana (ZLC) chegou à sua fase final, um projeto que representa um avanço para a infraestrutura aeronáutica do país e marca o início das operações focadas na manutenção de aeronaves de grande porte.
De acordo com um comunicado de imprensa, as instalações incluirão um hangar projetado para atender aeronaves de companhias aéreas da América do Norte, Central e do Sul. O projeto foi desenvolvido com um investimento conjunto de US$ 70 milhões entre a FL Technics e o Grupo Puntacana, trazendo expertise técnica especializada para uma área tradicionalmente turística.
Méjico Ángeles-Lithgow, CEO da FL Technics República Dominicana, assumiu o cargo na primavera passada, em meio à expansão da empresa na região. Desde então, ela tem se dedicado à formação da equipe que operará a fábrica e à coordenação com instituições ligadas ao setor.
No documento, Ángeles-Lithgow afirma que o projeto começará com uma equipe composta por técnicos dominicanos e estrangeiros, sendo estes últimos responsáveis por apoiar o processo de transferência de conhecimento. A empresa prevê que, com o tempo, as operações ficarão inteiramente sob responsabilidade local.
O relatório observa ainda que a fábrica faz parte dos esforços para fortalecer a capacidade aeronáutica do país, num contexto em que o transporte aéreo é o principal meio de chegada dos visitantes e um componente fundamental do turismo.
Isso também indica que a iniciativa contribuirá para a diversificação econômica de Punta Cana,incorporando uma indústria técnica que cria novas oportunidades de emprego e treinamento na área aeronáutica.
A primeira fase prevê a criação de mais de 300 postos de trabalho especializados, o que, segundo o comunicado, permitirá o desenvolvimento de capacidades técnicas na região e a expansão da oferta profissional ligada ao setor.
O texto também afirma que a disponibilidade de manutenção local de aeronaves reduzirá os tempos de operação e facilitará para as companhias aéreas a realização de processos que antes exigiam o envio para o exterior.
Com a infraestrutura agora concluída, a usina aguarda o comissionamento, assim que os procedimentos correspondentes forem finalizados e os equipamentos técnicos planejados forem instalados.




