SANTO DOMINGO – O acesso à moradia acessível na República Dominicana está sendo repensado. O foco não é mais construir e distribuir casas, mas facilitar o financiamento para que mais pessoas possam comprar sua própria casa.
O Ministro da Habitação, Habitat e Edificações (MIVHED), Víctor Ito Bisonó, propôs um modelo focado na expansão do crédito para os setores de baixa renda, por meio de acordos com bancos que permitam parcelas menores e prazos mais longos.
O Departamento de Comunicação do Ministério indicou que esta iniciativa faz parte de um processo de coordenação com entidades do sistema financeiro para estruturar mecanismos que ampliem o acesso ao crédito hipotecário.
A lógica, explicou o funcionário, baseia-se na capacidade real de pagamento das famílias. "O que os cidadãos consideram é quanto têm disponível a cada mês", observou ele, referindo-se aos planos de pagamento que permitem parcelas mensais entre RD$ 5.000 e RD$ 8.000.
Nesse contexto, ele argumentou que os segmentos de baixa renda não deveriam ser excluídos do sistema formal de habitação. "Quem tem menos é quem paga melhor", afirmou, destacando o potencial desse grupo dentro do mercado.
Essas declarações foram feitas durante sua participação no programa El Despertador, transmitido pela Color Visión, onde ele abordou os rumos da política habitacional.
Essa abordagem também implica uma mudança no papel do Estado. Em vez de construir e distribuir moradias, a proposta visa estimular o mercado e reduzir a discricionariedade na alocação de soluções habitacionais.
Como parte dessa mudança, está sendo avaliada a implementação da habitação progressiva, um modelo que permite às famílias adquirir uma casa com condições básicas desde o início e completá-la gradualmente de acordo com suas possibilidades.
A ideia é oferecer uma estratégia de saída para aqueles que vivem em condições vulneráveis, transferindo-os para ambientes com serviços essenciais e maior segurança, por meio de um sistema de pagamento acessível.
A abordagem, tal como apresentada, procura assegurar que o acesso à habitação deixe de depender de decisões específicas e se torne uma possibilidade sustentável ao longo do tempo.
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