SANTO DOMINGO- O Grupo Banco Mundial destinará US$ 100 milhões para o desenvolvimento de programas habitacionais na República Dominicana nos próximos cinco anos, anunciou ontem Alexandria Valerio, representante da organização no país, detalhando a estratégia de investimento que será implementada.
Prevê-se que, com o apoio financeiro desta organização internacional, pelo menos 44.000 pessoas terão financiamentopara adquirir habitação digna até 2026, sendo que o programa dará ênfase às mulheres, das quais 70% não possuem casa própria.
O executivo da organização explicou que a carteira de investimentos é de US$ 1,8 bilhão, a serem investidos ao longo de cinco anos, por meio de diversos programas setoriais, distribuídos em três pilares de melhoria que visam impactar os serviços públicos aos cidadãos, melhorar a qualidade dos empregos e aumentar a capacidade de resposta às mudanças climáticas.
Uma forma de melhorar o serviço, segundo o representante do Banco Mundial, é o país atingir a meta de diversificar sua matriz energética, incorporando mais produção a partir de fontes renováveis que contribuam para a mitigação das mudanças climáticas.
Na verdade, 300 milhões serão destinados à geração de energia renovável.
Valerio explicou que identificaram oportunidades de melhoria para que o crescimento econômico também tenha um impacto significativo sobre as mulheres e meninas dominicanas.
De acordo com o Quadro de Parceria com o País 2022-2026, o Banco Mundial apoiará a República Dominicana na reforma do espaço fiscal e dos gastos públicos para melhorar a eficiência no setor elétrico e ampliar a cobertura e a qualidade das redes de saúde e seguridade social.
Mudanças climáticas
O Grupo Banco Mundial apoiará reformas para promover a sustentabilidade das paisagens e dos recursos naturais, a gestão da água e fortalecer a capacidade do país de lidar com fenômenos climáticos externos.
Para melhorar a resposta nacional às mudanças climáticas, são necessárias melhorias em diversos serviços básicos, como o acesso à água potável. Nesse sentido, Valerio informou que a expectativa é de que o número de pessoas com acesso à água aumente seis vezes até 2026.
Entretanto, mais 90.000 pessoas terão acesso a um melhor tratamento de águas residuais e 34.609 poderão contar com novos serviços de irrigação ou drenagem que previnem a contaminação e outros riscos relacionados ao acúmulo de água.
Eles também buscam criar iniciativas que impulsionem a redução de cinco milhões de emissões de carbono relacionadas às florestas até 2025.
Qualidade dos gastos
Após avaliar os setores de serviços ao cidadão, o Banco Mundial prevê que o número de beneficiários do Bonoluz aumentará em 33% até o final de 2026, para o qual planeja realizar um levantamento junto às famílias vulneráveis que têm pouco acesso ao serviço.
Nesse sentido, apresentou um plano no qual a organização multilateral destaca a necessidade de o setor elétrico dominicano reduzir as perdas, que, segundo a organização, atingiram 33,5% em 2020.
O objetivo seria atingir uma redução percentual de 21,1% até 2026 e, posteriormente, que o indicador fosse de apenas 12%, afirmou ele.
Empregos
Uma das variáveis mais importantes na avaliação da qualidade dos empregos é a educação, o que motiva o Banco Mundial a fazer sugestões ao setor governamental para melhorar a qualidade da educação e do treinamento na República Dominicana.
Pelo menos 20% das crianças em áreas vulneráveis serão proficientes em idiomas até 2026, destacando os níveis de aprendizagem de línguas estrangeiras como base para fortalecer o conhecimento e melhorar as oportunidades futuras de empregos de qualidade, de acordo com a estrutura da aliança entre os países.
Durante o período de investimento, o Banco Mundial colaborará com o governo para integrar serviços governamentais modernizados em 300 empresas em todo o país ao longo de um período de cinco anos.
Fonte: Diario Libre com texto modificado.




